Petroleiros dizem não ao ACT da Petrobrás

A categoria petroleira rejeitou, quase por unanimidade em todo o país, a proposta de acordo coletivo apresentada pela Petrobrás, com retirada de direitos e congelamento de benefícios. Enquanto pressiona petroleiros e petroleiras à aceitar um acordo rebaixado, como se isso tivesse algum impacto relevante sobre a tão falada dívida, a Petrobrás entrega ativos estratégicos por valores depreciados e vende toneladas material de seus empreendimentos como sucata. (http://bit.ly/presalsucata)

Nas assembleias realizadas no Rio de Janeiro, de 26 de setembro à 3 de outubro, os petroleiros rejeitaram a proposta da Petrobrás por 634 votos à 2 (quadro na pag.2). Foi aprovada também a assembleia permanente e o estado de greve.

Quando em assembleia permanente a categoria pode ser convocada à qualquer momento a se posicionar sobre alguma proposta, sem precisar cumprir o prazo legal de 3 dias entre a publicação de um edital e a realização da assembleia. Já o estado de greve representa uma intensa mobilização política, com um aceno à empresa de que há disposição em decretar greve, caso as negociações não avancem.

Unidade de ação e de lutas – A resistência da categoria precisa ser firme como foi no passado em tempos que queriam até mudar o nome da empresa para Petrobrax. Para isso a unidade de ação dos petroleiros é importante. E talvez a única forma de conseguir resistir à onda de retrocessos e privatizações em todos os setores.

O Sindipetro-RJ e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) defendem a realização de mesa única. E está fazendo um chamado a todos os sindicatos para uma reunião geral com o objetivo de construir uma greve nacional unificada. Também é importante a unidade com os demais trabalhadores para resistir às reformas que vão impactar duramente o país e a vida de todos.

Outra luta fundamental é a resistência à proposta de equacionamento da dívida da Petros. Os trabalhadores não podem pagar a dívida da empresa. Eles honraram o pagamento de suas contribuições ao longo dos anos e agora não podem ser penalizados pela decisão da Petrobrás de não pagar o que lhe cabe.

Apesar das diferenças entre os diversos setores que compõem o movimento petroleiro, é necessário superar as diferenças como fizeram os metalúrgicos, com ações unitárias realizadas por todas as centrais. É importante também que não se use o movimento sindical como plataforma política de qualquer candidato, porque somente a luta dos trabalhadores pode barrar os retrocessos.

 

Próximos cursos do Sindipetro-RJ realizados em parceria com a UFRJ:

Escola de Primavera Intérpretes do Brasil – 10 e 11/10, 9h às 18h, na Escola de Serviço Social e Decania do CFCH da UFRJ, Campus da Praia Vermelha. Resumo: Seminário sobre Economia Politica. Tema: A questão da democracia brasileira.

 

Como Funciona a Sociedade II – 28 e 29/10, 9h às 17h, no Sindipetro RJ (Av Passos 34). Resumo: Continuação do curso I. Crises econômicas e sociais: relações entre mercado e Estado. Perspectivas e desafios colocados pelas crises.

 

Comunicação e Expressão – 11 e 12/11, 9h às 17h, no Sindipetro RJ. Resumo: timidez ou intimidação; medo de falar em público, quando e o que falar; como usar sua voz e gestos. Seu espaço e o espaço coletivo.

 

O desmonte da Petrobrás

Fertilizantes: brasil é 4o consumidor mundial

Mesmo assim Petrobrás repassa setor ao mercado e derivados serão ainda mais caros

Continuando o plano de desmonte, a Petrobras iniciou a saída do setor de fertilizantes em 11/09, com o processo de venda de 100% da Araucária Nitrogenados S.A. (Ansa), que opera em Araucária (PR), e da Unidade de Fertilizantes-III (UFN-III), cuja planta se localiza em Três Lagoas (MS).

A Araucária Nitrogenados entrou em operação em 1982, passando a integrar nosso portfólio em junho de 2013. Sua capacidade de produção diária é de 1975 toneladas de ureia, 1303 toneladas de amônia, além de 450 m3/dia do Agente Redutor Líquido Automotivo (ARLA32), segundo informações da Companhia. A fábrica é vizinha da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), que lhe fornece matéria-prima, e sua aquisição estava alinhada ao PNG 2013-2017, objetivando “complementar nossos demais ativos de fertilizantes, possibilitando maior proximidade com os mercados de São Paulo e Paraná, maior disponibilidade de armazenamento e modais de transporte e otimização do mix de produção de cada fábrica para atender aos perfis de seus mercados adjacentes”.

Projetada para utilizar cerca de 2,2 milhões m³/dia de gás natural como matéria prima, a UFN-III terá capacidade diária para produzir 2200 t de amônia, 3600 t ureia e 290 t de CO2.

A escolha do local foi consistente, estando próximo do gás, da água e do mercado consumidor. As obras da UFN-III tiveram início em setembro de 2011 e foram interrompidas em dezembro de 2014, com 80,95% de avanço físico concluído e um investimento de R$ 3,5 bilhões. A Petrobrás rescindiu o contrato com o consórcio formado pelas empresas Sinopec e Galvão Engenharia, por se recusar a pagar os aditivos demandados pela EPCista. A obra passou a ser fiscalizada também pelo TCU, que identificou irregularidades em pagamentos de bens e serviços sem garantias à Petrobras.

A Operação Lava Jato também trouxe à tona o esquema de propinas que superfaturou o valor do empreendimento e desde então temos equipamentos hibernando em condições questionáveis e um ativo repetidas vezes depreciado nos testes de impairment, criando prejuízos artificiais para a Companhia.

Por que sair do setor de fertilizantes?

A demanda do mercado brasileiro de fertilizantes é crescente e bem maior que a produção nacional. O país tem relevo mundial como importador não só pelo volume consumido, mas também por sua demanda sazonal, concentrada principalmente no segundo semestre (os outros principais países compradores concentram suas compras no primeiro semestre). O Brasil possui cerca de 329 milhões de hectares de terras agriculturáveis, e é hoje um importante produtor e exportador mundial de produtos agrícolas e o segundo maior produtor de soja em grãos. Somos o 4º consumidor mundial de fertilizantes, absorvendo 5,9% da demanda global, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, da Índia e da China.

A importante participação dos fertilizantes como insumo para a produção agrícola e o deslocamento dessa produção para novas fronteiras tornam essa indústria muito atrativa. Os fertilizantes nitrogenados são fundamentais para dar suporte à expansão da cana-de-açúcar, principal cultura para a produção do etanol. A construção de novas unidades para produção desses fertilizantes é urgente, caso contrário, a dependência de produtos importados será cada vez maior.

Em relação a importância dos produtos comercializados pelas FAFENs, a produção de fertilizantes nitrogenados se insere na cadeia de valor do gás natural, sendo uma alternativa economicamente atrativa para sua monetização.

O ARLA 32 é um produto químico que atua na redução do óxido de nitrogênio (NOx) da emissão veicular, assumindo caráter cada vez mais estratégico, já que por determinação do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), toda a frota nacional movida a diesel deve adotá-lo como aditivo. Com isso, estima-se que em pouco tempo o Brasil será um dos três maiores mercados de ARLA no mundo. A Petrobras Distribuidora comercializa o produto com a marca Flua Petrobras.

Plano Estratégico, Mas Para Quem?

O problema da área de fertilizantes da Petrobras é uma questão de estratégia interna. O custo do gás natural (matéria prima) é um gargalo para as FAFENs, além da competição desigual de seus produtos com os fertilizantes importados, os quais são isentos de impostos. Temos um portifólio de produtos que atendem tanto ao agronegócio como também a vários outros segmentos industriais. Segue que deveríamos analisar o mercado e as oportunidades para aproveitar os períodos em que a demanda por fertilizantes diminui, vendendo produtos para outros setores. O ARLA 32, por exemplo, será demandando cada vez mais.

O Sindipetro-RJ não tem a pretensão de apresentar soluções para todos os problemas, porém é nítido que a direção da Petrobrás poderia trabalhar para reduzir o custo de aquisição do gás, bem como atuar junto ao governo para a criação de linhas de financiamento para a aquisição do produto nacional nos mesmos padrões de prazo e juros concedidos internacionalmente. A empresa conta com um corpo técnico capacitado o suficiente para oferecer alternativas mais interessantes que a venda dos ativos. Porém, a estratégia seguida vem de fora; não há interesse em “salvar” a Petrobrás, senão de seu próprio sucesso.

Mais informações disponíveis em http://www.aepet.org.br/noticias/pagina/14184/Grupo-Reage-CENPES-publica-documento-sobre-a-importncia-das-fbricas-de-fertilizantes-para-a-Petrobrs

 

Benzeno continua fazendo vítimas na Petrobrás

No Dia Nacional de Luta Contra a Exposição ao Benzeno, 5 de outubro, foi divulgada mais uma morte na Petrobrás : o petroleiro Marcelo do Couto Santos (49), faleceu em virtude da exposição ocupacional a hidrocarbonetos e ao Benzeno. Ele trabalhava há 30 anos na Petrobrás, como técnico de operação no terminal de Pilões da Transpetro de Cubatão-SP.

O Sindipetro do Litoral Paulista foi informado da morte de Marcelo na terça-feira (3). No atestado de óbito, foi registrado que Marcelo sofreu uma parada cardiorrespiratória e insuficiência hepática, cirrose hepática, devido à intoxicação crônica do derivado benzeno.

“Devido aos exames periódicos que os trabalhadores da área operacional são submetidos de seis em seis meses, a gerência do terminal de Pilões já sabia há anos das alterações no sangue causadas pelo benzeno. Porém, nenhuma medida foi tomada para afastá-lo da exposição” , diz o informe do Sindipetro-LP sobre o falecimento do petroleiro.
Em meados de 2016, Marcelo passou a sofrer diversos distúrbios na saúde que o afastaram do trabalho. Preocupado com sua saúde, o trabalhador procurou por conta própria ajuda, encontrando na Santa Casa de Santos um médico que já na primeira consulta identificou imediatamente como causa de seus problemas a exposição ao benzeno. Em setembro do mesmo ano, com o agravamento das crises, Marcelo foi afastado pelo INSS e passou a receber auxílio doen­ça. Em abril de 2017, deu entrada em sua aposentadoria por invalidez.

Apesar do sindicato cobrar da Petrobrás, insistentemente, que cumpra o acordo nacional do benzeno, a gerência de Pilões não entende que haja exposição ao agente cancerígeno.

Assim como em outras unidades do Sistema Petrobrás, os gestores do Terminal Pilões permitem, há anos, que os trabalhadores do terminal manipulem petróleo, que carrega benzeno em sua composição, além de armazenar gasolina e, até recentemente, nafta petroquímica. (Leia mais: http://bit.ly/Diabenzeno)

 

ANP realiza audiência sobre conteúdo local

Com a presença de mais de 200 pessoas, a ANP realizou na última terça-feira (3), uma audiência pública sobre a minuta de resolução que vai disciplinar os critérios, requisitos e procedimentos aplicáveis à isenção de cumprimento da obrigação de conteúdo local, bem como as regras gerais dos ajustes de percentual de conteúdo local comprometido e das transferências de excedente de conteúdo local. A regulamentação se aplica aos contratos de concessão da 7ª à 13ª Rodadas de Licitações, de cessão onerosa e da 1ª Rodada de Partilha de Produção.

A audiência contou com a presença de técnicos da ANP, representantes de petroleiras e de empresas fornecedoras e autoridades, como o deputado federal Júlio Lopes (PP-RJ), denunciado em delações da Odebrecht na Operação Lava Jato e o deputado estadual do Rio de Janeiro Carlos Osório (PSDB), citado por improbidade administrativa nas obras da Linha 4 do Metrô pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.

A partir de agora, todas as contribuições serão avaliadas pela área técnica da ANP e, após aprovação da minuta pela Diretoria da Agência, a resolução será publicada. A previsão é que a publicação ocorra até dezembro deste ano.

 

Anistia: petroleiros cobram cumprimento da lei

A Comissão Paritária de Anistia da Petrobrás, que se reuniu dia 5 de outubro, cobrou da empresa a solução das pendências, como a lista de nomes que constam como deferidos, mas que até agora não retornaram. Representando o Sindipetro-RJ, a diretora Fabíola Monica questionou o não cumprimento na íntegra da Lei de Anistia (8878/94).

O advogado Aderson Bussinger requereu à Comissão que na próxima reunião (9/11) sejam pautados os casos que se encontram encaminhados e deferidos para Petrobrás, referentes ao Rio de Janeiro, Sergipe e Alagoas. E propôs que sejam discutidos um a um, para que sejam lotados e efetivados.

 

Falecimento

O Sindipetro-RJ perdeu um de seus mais antigos filiados. Inscrito desde 17 de maio de 1963, com o número 1.252, Izaías Ferreira de Souza faleceu dia 1 de outubro aos 92 anos.

O petroleiro iniciou sua carreira na Petrobrás como mecânico de máquinas de escritório em 29 de março de 1963 na DVE SIMAQ, se aposentando em 12 de janeiro de 1987 na Reduc. O Sindipetro-RJ presta sinceras condolências à família de Izaías Ferreira de Souza e agradece a sua participação como petroleiro filiado.

 

O Dia Nacional de Luta em Defesa  das Estatais e Contra as Contrarreformas e Privatizações começa com ocupação da Cedae

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Imagem: Samuel Tosta

O Dia Nacional de Luta em Defesa  das Estatais e Contra as Contrarreformas e Privatizações teve início na manhã desta terça-feira (3) com a realização de um ato que reuniu o Sindicato dos Trabalhadores de Saneamento e Meio Ambiente (Sintsama), Sindipetro-RJ, Frente Internacionalista dos Sem –Teto, SOS Emprego, entre outras categoria e movimentos em frente à sede da Cedae, na Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio de Janeiro. No início do ato os trabalhadores do Sintsama e do SOS Emprego chegaram a ocupa o hall do prédio da empresa.

Logo depois, a partir das 11hs, teve início um ato que ficou concentrado na porta da sede da Eletrobrás também na Avenida Presidente Vargas – Candelária que contou a dos trabalhadores e trabalhadoras do sistema Eletrobrás, Petrobrás, Casa da Moeda, Movimento dos Atingidos por Barragens e Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), entre centrais sindicais e movimento social.

“Precisamos entender todo esse contexto que as estatais estão passando, um verdadeiro absurdo. Hoje saiu uma notícia de que o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Pinto, disse que a Petrobrás será a próxima empresa a ser vendida. Por isso, devemos estar aqui defendendo todas estatais do Brasil, defendendo a dignidade do emprego. Estão querendo transformar os trabalhadores daqui em escravos do capital, o Temer faz um ataque traiçoeiro contra o povo  não tendo competência para vender nada do patrimônio brasileiro” – disse Adaedson da Costa, coordenador da FNP e presidente do Sindipetro-LP.

O diretor do Sindipetro-RJ , Celso Cafu reafirmou a luta da categoria petroleira na defesa dos aposentados e pensionistas do sistema Petrobrás e contra os retrocessos neoliberais de Temer.

“É justo que todo povo brasileiro possa estar aqui defendendo as estatais, o patrimônio do Brasil. Nesse conjunto desses retrocessos além das privatizações dessas empresas tem também a contrarreforma da Previdência que atinge principalmente os aposentados, e, claro, os trabalhadores da ativa. Então, todos devem participar, além disso, o emprego está em jogo com essa outra contrarreforma que é a Trabalhista que vai prejudicar muita gente quando entrar em vigor” –  falou.

O ato,  a partir de meio dia, ocupou  grande parte da Avenida Rio Branco e partiu em direção à sede da Petrobrás, o EDISE, com a presença de cerca de 3 mil pessoas.

3/10: Dia Nacional de Luta em Defesa das Estatais – Abaixo as Contrarreformas e Privatizações!

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Rumo à Greve Geral
Fora Temer, Pezão, Crivella, Parente e Elek! Prisão para todos os corruptos!

Nesta terça-feira, 3/10, é aniversário da Petrobrás.

Motivo de orgulho de todos os brasileiros, nossa empresa enfrenta o maior processo de privatização de sua história. FHC quebrou o monopólio; Lula e Dilma seguiram com leilões e terceirização, inclusive no Campo de Libra, e começaram a venda de ativos; Temer/Parente vêm pra jogar a pá de cal, acelerar as vendas e cortar direitos.

É hora de conquistarmos a segunda e verdadeira Independência! Enquanto seguirem a cartilha imperialista de vender óleo cru a toque de caixa e priorizar a remuneração dos acionistas, em detrimento das necessidades do povo, aumentará a desigualdade social.

Além de protagonizar a resistência à PRIVATIZAÇÃO da Petrobrás e demais estatais e somar forças com outras categorias na luta contra o DESEMPREGO, a superexploração dos TERCEIRIZADOS e para barrar a implantação das contrarreformas TRABALHISTA e PREVIDENCIÁRIA, cabe também aos petroleiros e petroleiras nos organizarmos para impedir o rebaixamento de nosso ACT e a inviabilização da PETROS.

Por estes – e muitos outros – motivos, neste 03/10, some-se à manifestação em defesa de nossas riquezas, direitos e empregos!

 

Aposentados fazem assembleia em frente à Petros nesta terça

Nesta terça-feira (3/10) ocorre a Assembleia dos Aposentados para votação da 1ª proposta do ACT 2017, e será realizada em frente ao prédio da Petros, às 15h, na Rua do Ouvidor, 98 – Centro. Na ocasião está programado um ato de protesto contra a cobrança dos trabalhadores para a Equalização do Plano Petros. Dia 3 é aniversário de criação da Petrobrás e Dia Nacional de Luta em Defesa das Estatais.

Aposentados debateram Petros em setembro – A proposta de equacionamento do déficit da Petros foi tema da reunião dos Aposentados e Pensionistas realizada no dia 19 de setembro. O conselheiro fiscal da Petros Paulo Brandão fez uma extensa apresentação com esclarecimentos sobre a proposta de equacionamento e a dívida da Petros.
“Essa proposta é extremamente penosa e absurda, foi feita para inviabilizar o plano. Os grandes bancos e corretoras estão sinalizando o investimento em papéis da Petrobrás, pois a Petrobrás apresenta essa proposta de equacionamento do déficit da Petros jogando para os seus empregados a responsabilidade do pagamento da dívida que ela mesma deveria pagar. Então joga essa verdadeira” batata quente” na mão dos trabalhadores ativos, aposentados, e, pela primeira vez, pensionistas” – disse Brandão que detalhou o défict a partir de causas estruturais e conjunturais do fundo de pensão dos petroleiros ao longo dos últimos anos.

Biblioteca do Sindipetro-RJ realiza um mutirão

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Neste sábado (30), o Sindipetro-RJ realizou mais um mutirão na sua biblioteca localizada na sede da Avenida Presidente Vargas, Centro do Rio de Janeiro. A atividade contou com a participação de voluntários e  alunos do curso de Biblioteconomia, da UFRJ, coordenado pelos  professores Luciano Rodrigues de Souza Coutinho e Luane Pereira.

A previsão é que a biblioteca seja inaugurada neste mês de  outubro. O nome será escolhido pela categoria e as sugestões já podem ser encaminhadas ao núcleo 2 do sindicato: nucleo02@sindipetro.org.br.

Mais uma vez, o Sindipetro-RJ agradece à UFRJ o apoio na reestruturação da biblioteca petroleira.

 

Direção da Petrobrás vende duas plataformas semi prontas como sucata

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A Petrobrás vendeu como sucata 80 mil toneladas de peças e aço que seriam as plataformas de petróleo P-71 e P-72, que estavam praticamente prontas para serem montadas. Todo projeto, todo planejamento, todas as compras, o dinheiro que foi investido, a infinidade de horas trabalhadas, se tornaram sucata no Estaleiro Ecovix, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

A Gerdau  já está  está cortando essa montanha de aço que empregava mais de dez mil pessoas, e está transformando tudo em ferro fundido. Esta solução foi tomada pela alta direção da Petrobrás, por iniciativa de seu presidente Pedro Parente, que havia antecipado há meses que a empresa iria tomar esta decisão.

A Ecovix, empresa responsável pela integração da P-71 e P-72 está em meio a um processo de recuperação judicial, mas que possui um projeto de reestruturação para equilibrar a sua situação financeira, não está comentando o assunto.

A empresa  Gerdau, limitou-se a admitir que a empresa “participou do processo de licitação para a compra de sucata do Estaleiro Rio Grande e venceu” – explicou de forma lacônica.

Essas plataformas estavam sendo construídas para o desenvolvimento dos projetos do pré-sal, na Bacia de Santos.

Fonte: Petronoticias

 

 

Plenária Nacional dos Trabalhadores na Indústria delibera contra as reformas de Temer

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A luta contra as reformas neoliberais deu um passo importante nesta sexta (29), em São Paulo, com a Plenária Nacional dos Trabalhadores na Indústria, chamada pelo movimento ‘Brasil Metalúrgico’, com a presença das centrais sindicais CUT, Força Sindical, CTB, Intersindical, CGTB e CSP-Conlutas.

10 de novembro  – Dia Nacional de Protestos e Paralisações

O encontro que contou com a presença de 1,5 mil dirigentes e ativistas no aprovou Carta e marcou um Dia Nacional de Protestos e Paralisações para 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da lei trabalhista de Temer (Lei 13.467).

Segundo Miguel Torres, presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Metalúrgicos (CNTM/Força Sindical), a Plenária agregou entidades sindicais da indústria, comércio e serviços. Ele falou à Agência Sindical: “Temos aqui dezenas de Sindicatos de diversas regiões do País, além de seis Centrais, o Fórum Sindical dos Trabalhadores e Confederações”. Sua avalição do evento é de sucesso. “Muita gente, muita disposição de luta, muita vontade de derrotar essas maldades todas contra os trabalhadores”, diz.

A Federação Nacional dos Petroleiros e o Sindipetro-RJ também estiveram presentes na plenária realizada no CMTC Clube.

“A categoria petroleira até o dia 10 de novembro estará também construindo um calendário de mobilizações pelo acordo coletivo e defesa da Petrobrás. Mas isso junto com outras categorias como estamos fazendo aqui na Plenária Nacional dos Trabalhadores na Indústria para a  construção de uma greve geral com objetivo para barrar essa reforma Trabalhista e esse governo do Temer” –  falou Eduardo Henrique, diretor do Sindipetro-RJ  presente com outros coordenadores e diretores  da FNP.

Carta – Documento aprovado na Plenária Nacional dos Trabalhadores na Indústria relaciona os oito pontos de convergência das entidades: 1) Contra a reforma trabalhista; 2) Fim das terceirizações; 3) Contra a reforma da Previdência; 4) Contra as privatizações e em defesa do patrimônio nacional; 5) Emprego de qualidade; 6) Contra a desindustrialização e a desnacionalização da indústria; 7) Apoio aos Servidores e aos serviços públicos; 8) Unidade e fortalecimento das campanhas salariais em todo o País.

3/10 é dia de resistência e luta

A próxima terça-feira (3/10) promete ser um dia de mobilizações, paralisações e atividades contra as reformas, a privatização das estatais e o desmonte da Petrobrás.

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Os petroleiros e petroleiras já sabem que será um ano em que só a firme resistência unificada da categoria poderá manter os atuais direitos. E por isso a FNP continua a chamar a FUP à unidade e luta pela mesa única de negociações.
As assembleias que começam nesta terça vão discutir, além da proposta de acordo coletivo apresentado pela Petrobrás, a participação nas atividades do dia 3.

DNL – Além das atividades de paralisação que devem se iniciar a partir das 6 h da manhã, está previsto um ato em frente à Eletrobrás (Pres. Vargas, 409) às 11h seguido de caminhada até a Petrobrás para novo ato em frente ao Edise, às 13h. Às 15h, a manifestação será em frente à Petros. Um ato show denuncia o desmonte do Estado e celebra as atividades de mobilização na Cinelândia a partir das 17h.

 

Petroleiros lançam abaixo assinado pela união da categoria

Abaixo assinado

Circula pela internet uma abaixo assinado eletrônico promovido pelo Sindipetro-RJ em que é feito um chamado aos sindicatos e federações em favor da união e com a proposta da realização de uma reunião emergencial  no próximo dia 4 de outubro.

Pela Unidade dos Petroleiros!

Petroleiros pela unidade, contra privatização e pela defesa dos direitos.

Convocamos a categoria à unidade com objetivo de barrar o corte de direitos em nosso ACT e impedir a continuidade da venda de ativos.
Vamos cobrar dos dirigentes dos sindicatos o que cada um está fazendo pela unidade da categoria, não precisamos concordar em todas as questões, mas se concordamos nos pontos cruciais, vamos lutar juntos.

Cobre da direção do seu sindicato o que ele está fazendo pela unidade, se concorda de fato com a Mesa Única de negociação, com o Calendário Unificado, o Comando de Greve, a Plenária Nacional de Organização e com a Greve Nacional Unificada!

Se o seu sindicato diz que é a favor da unidade, cobre que o mesmo se comprometa com a realização de uma reunião emergencial de todos os sindicatos petroleiros.

Sugerimos que sindicatos e federações façam uma reunião no próximo dia 4 de outubro. O momento exige união!

Você concorda? Então participe deste abaixo assinado e compartilhe esse movimento em suas redes de Whatsapp, Facebook e local de trabalho. O momento é de unir forças contra a perda de direitos e desmonte da Petrobrás.

Para assinar acesse o link 

Movimento agrega categorias à Plenária Nacional nesta sexta(29), em SP

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Imagem: Rede Brasil Atual

O movimento “Brasil Metalúrgico” amplia as ações em defesa dos direitos, pela integridade das Convenções Coletivas e contra as agressões da reforma trabalhista de Temer. Nesta sexta, 29, a categoria realiza plenária nacional,  no CMTC Clube, na avenida Cruzeiro do Sul, 808, Armênia, São Paulo.

Os organizadores pretendem reunir mais de mil lideranças e ativistas na plenária, quando deverão tirar datas de uma agenda nacional de ações e também aprovar manifesto do Brasil Metalúrgico.

Ampliação – Segundo Miguel Torres, presidente da CNTM/Força, o movimento ganha adesões crescentes. “Diversas categorias do setor industrial estão se somando à nossa luta e vão comparecer à plenária. Também teremos no CMTC Clube sindicalistas de outros setores da economia. Cresce a unidade contra as maldades da reforma”, comenta.

A mesma informação é corroborada por Marcelo Toledo, secretário de Formação da Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil (Fitmetal) ligada à CTB, que esteve na reunião de organização do evento.

“Hoje, aqui nos Metalúrgicos, outras categorias confirmaram presença na Plenária. Entre elas, eletricitários, metroviários e petroleiros. A reunião foi bastante positiva e trouxe uma expectativa muito boa para sexta-feira”, conta.

Petroleiros se juntam ao movimento

Dirigentes da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), por entender a profundidade da crise política e os dias de instabilidade que vive a população brasileira, vão se unir aos tantos outros trabalhadores industriais para defender os direitos de todos e a adoção de um calendário de manifestações contra a reforma trabalhista.

“A Plenária visa unir a classe trabalhadora e impedir a implantação da reforma trabalhista, além de apontar estratégia para enfrentar o governo Temer”, afirma Eduardo Henrique, dirigente da FNP/Sindipetro-RJ.

Documento – Durante a Plenária será lido e aprovado documento com resoluções, a ser enviado às demais entidades sindicais. Também ficou acertado que dia 10 de novembro, véspera da entrada em vigor da lei trabalhista, haverá manifestações por todo o País – o “Dia Nacional de Protesto em Defesa dos Nossos Direitos”.

“A Plenária deve ir das 10 às 13 horas, seguida de passeata pela região. Temos que fazer barulho e alertar a população sobre os ataques brutais que os trabalhadores estão sofrendo, porque todos serão afetados”, ressalta Marcelo.

Comunicação – Os organizadores pretendem massificar as bandeiras do movimento, como meio de barrar a aplicação prática das maldades pelo patronato. Após a plenária nacional, sairá nova edição do jornal ‘Brasil Metalúrgico’, para os locais de trabalho e pontos de concentração popular.

3/10 é dia de resistência e luta

A próxima terça-feira promete ser um dia de mobilizações, paralisações e atividades contra as reformas, a privatização das estatais e o desmonte da Petrobrás.

Os petroleiros e petroleiras já sabem que será um ano em que só a firme resistência unificada da categoria poderá manter os atuais direitos. E por isso a FNP continua a chamar a FUP à unidade e luta pela mesa única de negociações.
As assembleias que começam nesta terça vão discutir, além da proposta de acordo coletivo apresentado pela Petrobrás, a participação nas atividades do dia 3.

DNL – Além das atividades de paralisação que devem se iniciar a partir das 6 h da manhã, está previsto um ato em frente à Eletrobrás (Pres. Vargas, 409) às 11h seguido de caminhada até a Petrobrás para novo ato em frente ao Edise, às 13h. Às 15h, a manifestação será em frente à Petros. Um ato show denuncia o desmonte do Estado e celebra as atividades de mobilização na Cinelândia a partir das 17h.