REDUC: incêndio, acidente com choque elétrico e falta de ambulância

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Segundo  informe publicado nesta terça-feira (18) no site do Sindipetro-Caxias, ocorreu um incêndio na REDUC na subestação elétrica (Sub-W),  sem registro de vítimas, mas com as unidades U-1530, U-1620, U-1630 e U-1640 paradas, bem como o bombeio de produtos da Movimentação de Lubrificante. A Brigada de Combate a Incêndio foi acionada e junto com os trabalhadores da Petrobrás conseguiu controlar o incêndio.

No último sábado (15), o técnico de manutenção próprio da Petrobrás, Edson Ignez de Souza, que estava trabalhando durante a parada da U-1210 teve queimaduras graves nas mãos depois de um choque elétrico em gaveta de subestação. Como o acidente ocorreu durante a parada, não havia ambulâncias disponíveis e o trabalhador teve que esperar que um médico chegasse e o levasse de carro para o hospital.

Mais uma vez, para fazer economia, a empresa não encaminhou o ferido ao HFAG (Hospital da Força Aérea do Galeão, especializado em queimados) e o deixou no Caxias D’or, um hospital privado que não possuí especialidade para atendimento a queimados.

Já nesta segunda (17), tentando consertar o erro cometido, a Petrobrás passou a disponibilizar na REDUC uma unidade móvel de UTI que vai ficar 24 horas com um médico para atender  possíveis acidentes na parada.

Trabalhadores questionam índices da Petrobrás

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Sindipetro-RJ entre 2015/2016 ocorreram 21 acidentes fatais  nas unidades da Petrobrás, sendo 17 terceirizados e quatro funcionários efetivos da empresa. É importante frisar que a Petrobrás nunca apresenta dados absolutos e fechados sobre o número real de mortes em  suas unidades por acidentes de trabalho.  Os números são sempre apresentados em termos percentuais.

Ainda assim, a Petrobrás afirmou que reduziu seus índices de acidentes de trabalho no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016, na divulgação de seu Relatório de Sustentabilidade publicado no último dia 4 de junho. Segundo a empresa, em 2016, a Taxa de Acidentados Registráveis (TAR) foi reduzida em 24% em relação ao ano anterior, atingindo 1,63. Já a Taxa de Ocorrências Registráveis (TOR), que abrange todas as classificações de acidentes (incluindo os casos de primeiros socorros), apresentou uma redução de 25% em comparação com 2015, como resultado da implementação de iniciativas para prevenirem lesões e doenças.

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Redução de efetivo mínimo gera mais acidentes

A Petrobras está fazendo uma série de reuniões com os trabalhadores de turno para comunicar, de forma unilateral, sua nova política de efetivo. A empresa pretende reduzir o efetivo mínimo de pessoal sem nenhum debate com os trabalhadores. O aumento do número de acidentes é a consequência natural desta redução de efetivo, com impacto direto na imagem da empresa. Atitude planejada para desmontar a Petrobras e torná-la uma empresa coadjuvante das petrolíferas internacionais.

 

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Confira na versão em PDF a íntegra Boletim-Sindipetro-5

Petroleiros e terceirizados que atuam em campos de produção sofrem com rotina de acidentes em 2017

Morreu na madrugada do último domingo (11) a terceira vítima de uma explosão no navio sonda Norbe VIII (NS-32), operado pela Odebrecht Óleo e Gás a serviço da Petrobrás, no Campo de Marlim, na Bacia de Campos.

O segundo oficial de máquinas Eduardo Aragão de Lima, de 33 anos, era funcionário da Odebrecht Óleo e Gás, estava hospitalizado e não resistiu aos ferimentos do acidente, ocorrido na sexta-feira (9).

As companhias já haviam confirmado os nomes de outras duas vítimas fatais. O técnico em inspeções Ericson Nascimento de Freitas, de 29 anos, morreu na sexta-feira, e o técnico em inspeções e calibração Jorge Luiz Damião, de 44, no sábado. Ambos eram funcionários terceirizados da IMI, prestadora de serviços da Odebrecht Óleo e Gás. Um quarto técnico, o soldador Fernando Garcia, também se feriu, mas recebeu alta no sábado.

O acidente ocorreu na manhã de sexta-feira (9), durante a execução de serviços em uma das caldeiras do navio sonda, informou a Petrobras em nota. A petroleira afirmou que não houve incêndio e nem há riscos de vazamento. A companhia também informou que não houve impacto à produção no Campo de Marlim, e que a sonda já se encontra em condição segura. As autoridades competentes foram notificadas e uma comissão foi montada para investigar as causas do acidente.

Em nota, a Odebrecht Óleo e Gás destacou que as atividades da NS-32 foram imediatamente paralisadas e que não houve dano ao meio ambiente. Na sexta-feira, informou que análises preliminares não indicaram dano estrutural à embarcação.

Nota da Odebrecht Óleo e Gás

“É com grande pesar que a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) informa que, na madrugada de hoje, dia 11/06/2017, no Hospital Municipal de Macaé, faleceu Eduardo Aragão de Lima, de 33 anos, segundo oficial de máquinas da OOG.
Eduardo foi um dos quatro feridos no acidente envolvendo uma caldeira na popa do navio-sonda Norbe VIII (NS-32), operado pela OOG na Bacia de Campos (RJ), ocorrido na manhã de sexta-feira (09). Infelizmente, ele não resistiu aos ferimentos.
A Odebrecht Óleo e Gás está prestando todo o apoio necessário à família do trabalhador, assim como aos parentes dos outros colaboradores envolvidos no acidente”

Outro acidente no mesmo final de semana

Como se não bastasse, ainda no último domingo (11), segundo informações do site do Sindieptro-NF, ocorreu um princípio de incêndio na P-35, navio plataforma da Petrobrás também localizada no Campo de Marlin. O incêndio foi registrado no reaquecedor do sistema de gás combustível da planta de glicol e foi debelado com mangueira, logo após o alarme de emergência ser acionado.  Há uma grande probabilidade do caso ter sido causado  por um vazamento de glicol, em alta temperatura. A produção foi interrompida devido à proximidade do local com o controle da geração que teve que ser evacuado. Mas desta vez, felizmente, não houve feridos.

A P-35 produziu em março 23,807 mil barris de petróleo por dia e 366 mil metros cúbicos de gás natural por dia, segundo os dados mais atualizados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Acidente e morte no início de 2017

Ainda em fevereiro deste ano um funcionário da Baker Hughes faleceu após acidente a bordo de embarcação atuando pela empresa Saipem na Bacia de Santos.

O acidente deixou ainda quatro feridos e aconteceu durante instalação de um gasoduto submarino no campo de Lula Extremo Sul, após rompimento de componente de alta pressão que atingiu os cinco trabalhadores.

“Devido a precarização que envolve a terceirização o número de acidentes ocorridos com esses trabalhadores  terceirizados  é algo assustador. Isso vem ratificando a nossa posição contra a terceirização(…) Em relação ao ocorrido com esses trabalhadores da NS-32 fica o nosso sentimento de pesar e reafirmamos a necessidade de união dos trabalhadores petroleiros em prol de melhores condições de trabalho” – diz o petroleiro Ivan Luiz Andrade, integrante do Núcleo 5  do Sindipetro-RJ – (Empresas Privadas, Terceirizados, Plataformas e Petroquímica) grupo responsável  na luta sindical contra a retirada de direitos, precarização e acidentes.