Trabalhadores da Nova Rio no Cenpes voltam ao trabalho

nova_rio_sidebar

Atualizado em 21/9 às 07:00

Na tarde desta quinta-feira (20), após negociações os trabalhadores e trabalhadoras da empresa Nova Rio, prestadora de serviços no Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), Ilha do Fundão, encerraram sua paralisação.

Com a intermediação do Sindipetro-RJ e do Sindicato dos Empregados de Empresa de Asseio e Conservação do Rio de Janeiro (SIEMACO-Rio), a empresa atendeu parcialmente as reivindicações de seus funcionários com a garantia do não desconto dos dias e horas paradas. Além de se comprometer a dar uma resposta em relação ao pedido de alteração de escala feito pelos trabalhadores, de buscar resolver a questão da entrega dos contracheques, de se comprometer a reavaliar a distribuição do trabalho quando existir a ausência de algum trabalhador buscando não sobrecarregar um com o trabalho de outros. Houve o reconhecimento de que trabalhar 7 dias seguidos é algo irregular e houve o compromisso de que isso não mais ocorra e avaliar os casos passados.

A empresa Nova Rio disse ainda não ser mais necessário o uso de touca obrigatória somente pelas trabalhadoras.

A questão dos banheiros cuja limpeza é realizada via de regra por mulheres o que leva a situações constrangedoras passadas por essas trabalhadoras, houve o compromisso de buscar junto à Petrobrás solução para a situação. De nossa parte, pedimos aos petroleiros e terceirizados que ao perceber a atividade de limpeza dos banheiros sendo realizadas por mulheres, aguardar até que a limpeza seja concluída para a utilização dos banheiros, em respeito à essas mulheres.

Sobre o vale alimentação o SIEMACO-Rio informou que está negociando a Convenção Coletiva de Trabalho junto ao sindicato patronal, sinalizou no sentido de que o valor do vale deverá ser fechado em R $ 20 e que o valor seria retroativo a maio, data base da categoria, gerando assim o direito à percepção do retroativo.

Trabalhadores da AutVale continuam paralisados

Já os trabalhadores da Autvale não obtiveram avanços nas negociações com a empresa e continuam parados. Na parte da manhã desta quinta-feira (21) será realizada uma assembleia para deliberar sobre os rumos do movimento com a presença do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio de Janeiro (SINTRACONST-Rio)  e dos donos da empresa.

Vale citar que o Sindipetro-RJ expressa novamente  seu apoio à luta desses trabalhadores e trabalhadoras,  disponibilizando suporte logístico ao movimento, além de intermediar pela abertura das negociações com os respectivos sindicatos e empresas, incluindo a própria Petrobrás.

Paralisação de terceirizados no Cenpes continua nesta quarta(20)

Terceirizados Cenpes

Atualizado em 20/09  às 16:25

E prossegue a paralisação dos terceirizados das empresas Autvale e Nova Rio lotados no Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), Ilha do Fundão. Parados desde ontem (19) os trabalhadores das prestadoras de serviço denunciam a rotina de demissões sumárias e sem justificativa; sobrecarga de trabalho, e que, por conta disso, 16 trabalhadores passaram mal durante o expediente; de tratamento truculento e possível perseguições entre outras questões.

Nesta quarta-feira (20), na parte da manhã, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil do Município do Rio de Janeiro (SINTRACONST-Rio)  assumiu as negociações com a empresa Autvale a partir da pauta reivindicada, já que é a entidade sindical representante dos trabalhadores da empresa.

Também, o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil, Montagem Industrial, Mobiliário, Mármore e Granito e do Vime de Duque de Caxias, São Soão de Meriti, Nilópolis, Magé e Guapimirim (SITICOMMM),  se fez presente com o seu presidente Josimar Campos, o Mazinho, que manifestou apoio a luta dos trabalhadores terceirizados do Cenpes.

Já os trabalhadores e trabalhadoras da Nova Rio receberam o Vice-presidente do Sindicato dos Empregados de Empresa de Asseio e Conservação do Rio de Janeiro (SIEMACO-Rio), Gilberto de Alencar, que também expressou o apoio do sindicato às reivindicações dos trabalhadores, que inclui também o pagamento de 30% de adicional de periculosidade e insalubridade suspenso pela empresa.

O Sindipetro-RJ expressa novamente  seu apoio à luta desses trabalhadores e trabalhadoras,  disponibilizando suporte logístico ao movimento, além de intermediar pela abertura das negociações com os respectivos sindicatos e empresas, incluindo a própria Petrobrás.

Greve no Cenpes

Greve Cenpes

Atualizada em 19/09 às 13:48

Terceirizados das empresas Autvale e Nova Rio lotados no Centro de Pesquisa da Petrobrás (Cenpes), Ilha do Fundão, realizam nesta terça (19) uma greve iniciada a partir das 6h30. Os funcionários da Autvale reivindicam o cancelamento da demissão de um colega de trabalho dispensado por possível perseguição. Os trabalhadores denunciam a rotina de demissões sumárias e sem justificativa, o que cria um clima de terror imposto pela empresa, entre outras questões.

Já os trabalhadores da empresa Nova Rio reclamam de sobrecarga de trabalho, e que, por conta disso, 16 trabalhadores passaram mal durante o expediente. Além disso, reclamam do tratamento truculento do responsável da Nova Rio; e de situações de perseguições como o uso de uma touca imposta só às mulheres, que causa incômodo e constrangimento. Nesta segunda (18), os trabalhadores da Aut Vale realizaram um atraso pela manhã e paralisaram na parte da tarde

“O Sindipetro-RJ tentou fazer uma mediação para abrir um canal de diálogo com as empresas e os respectivos sindicatos que representam os trabalhadores, Asseio e Construção Civil, mas não obteve retorno do segundo, o pessoal do Asseio ficou que comparecer amanhã (20) para uma conversa. Falamos com os representantes da Petrobrás e expusemos a situação, explicando o que de fato está acontecendo sobre a questão da sobrecarga de trabalho que ocasionam situações de mal-estar, as possíveis demissões por perseguições, o assédio moral e a suspensão do pagamento dos 30% de adicional de insalubridade e periculosidade feita pela Nova Rio. Enfim, estamos aqui para de alguma forma dar um suporte e apoio a esses trabalhadores” – informou Igor Mendes, diretor do Sindipetro-RJ.

O Sindicato dos Petroleiros do Rio  disponibilizou em apoio e solidariedade ao movimento um café da manhã e almoço aos trabalhadores e trabalhadoras.

Ameaça de Fechamento da Cogeração

Existe uma vontade política para o desmonte. Vontade irresponsável e temerosa

Depoimento dado por um operador, sobre a ameaça de fechamento da cogeração.

Foto de Eduardo HenriqueNa maioria das vezes, acordo cedo para ir trabalhar, em outras, saio à noite. Já saí no meio do almoço de domingo dos dias das mães, já deixei de passar o natal com a família. Tudo para trabalhar. Minha função me afasta de uma vida social ativa. Enquanto as pessoas estão indo, eu estou voltando, enquanto elas dormem eu estou trabalhando. Só damos valor ao sono quando descobrimos que 8h de sono noturno, em nada se assemelhama 8h de sono diurno. Dormir durante o dia é um desafio, pois não posso reclamar com o vizinho que faz obra na casa dele, tampouco que o “carro da pamonha” esteja passando na sua rua. Outro dia acordei desesperado porque o prédio da frente colocou um alarme na garagem cujo som muito se assemelha aos alarmes dos equipamentos com que trabalho. Foi um martírio fazer um isolamento acústico no meu quarto.

Como venho de uma vida muito difícil, encaro esses e outros desafios do trabalho com muita responsabilidade e dedicação. As quase duas décadas de Petrobrás passei integralmente no CENPES, sinto muito orgulho disso, pois fiz dele minha segunda casa (ou talvez a primeira). Lembro-me, na época da construção da ampliação do CENPES, de uma frase que estampava o tapume externo da obra: “O CENPES está expandindo e o Brasil cresce com ele.” Aquilo fazia muito sentido para mim, pois eu também estava crescendo junto e isso me motivava a me empenhar mais.

É tão bom ajudar o seu país, justamente no desenvolvimento de novas tecnologias, setor que o Brasil ainda precisa avançar bastante. E cá estou eu, fornecendo energia para toda essa galera superar novos desafios científicos. O que me deixa feliz é que a energia que geramos no meu setor não é qualquer coisa não.  Usamos uma tecnologia que tem a capacidade de dobrar a eficiência energética de nossas máquinas. Temos uma planta industrial inovadora, à frente do tempo, com conceitos de aproveitamento de energia, que a partir   de uma única fonte gera várias outras, que utiliza água da chuva para resfriar as máquinas, que pega a água fervente do gerador e transforma em água gelada para ar condicionado. Parece mágica,mas o que temos é tecnologia industrial que faz inveja a muitas empresas estrangeiras. É um orgulho trabalhar assim.

Quando acordo cedo, tomo meu café, beijo minha família, que ainda dorme, e venho para o CENPES. Sinto que não tenho um trabalho qualquer. Sinto-me afortunado por um trabalho que faz diferença para mim e para o país. Não vou negar que existem dias ruins. Dias em que as cobranças são maiores do que as recompensas. Dias em que incomodam muito, as frustrações, as indignações com o que andaram fazendo com nossa empresa e o modo com que ainda insistem em nos tratar como “tag” de equipamento e não como pessoas. Mas a essência do meu trabalho e a importância que eu sei que ele tem, me motiva a passar por tudo isso.

Hoje existe uma pressão grande do gerente executivo do CENPES para o fechamento da cogeração, com data marcada, inclusive: 01/08/2017. Ocorre que um estudo de viabilidade econômica da nossa planta foi solicitado e,  para a surpresa dos que queriam nosso fim, o estudo provou que nossa Cogeração é economicamente viável e rentável também. Com isso, percebemos que, na verdade, existe uma vontade política para o desmonte. Vontade irresponsável e temerosa. Com isso meus colegas e eu estamos recebendo “propostas” trabalhar embarcados, nas plataformas do Pré-Sal. Esse “convite” vem carregado de terror psicológico, com ameças cotidianas de que haverá cortes, que não sobrarão vagas em outras unidades, além de outras maldades. Uma vida não pode ser mudada assim. Como se já não bastassem os problemas técnicos, agora estamos sendo tragados por esse jogo politico. Quando se joga desse jeito, quem perde é sempre o trabalhador.

 

Vitória dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados do CENPES: Nova Rio recua do corte do adicional de periculosidade

nova_rio_sidebar

Depois de ter anunciado um corte de 30%  dos salários referentes da verba de periculosidade de seus funcionários que prestam serviços no  Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES) , Ilha do Fundão, a empresa Nova Rio recuou da decisão após os trabalhadores terem feito uma paralisação completa, com apoio do Sindipetro-RJ, no turno da manhã desta terça-feira (27) na unidade da Petrobrás.

Em carta enviada, ainda nesta terça ao Sindipetro-RJ , a Nova  Rio reconheceu que  não tinha razão ao fazer o corte do adicional de seus trabalhadores e trabalhadoras antes do termino do contrato com a Petrobrás que será encerrado no próximo mês, em 24 de julho.

Eis os informe principais da carta enviada ao Sindipetro-RJ:

A ‘Nova Rio Serviços Gerais Ltda’ vem através desta, reafirmar o compromisso a respeito das reivindicações feitas pelos seus colaboradores quanto ao adicional de periculosidade:

  • O adicional de periculosidade será pago a toda força de trabalho até o dia 24/07/2017, data de encerramento do contrato atual;
  • Não haverá qualquer tipo d epunição relativa às horas de paralisação do dia de hoje (27), não sendo realizado nenhum desconto relativo às horas paradas;
  • Com relação ao reflexo da periculosidade nas férias, o pagamento será feito conforme legislação vigente, conforme vem sendo praticado momento.

Desta forma, isso comprova que os trabalhadores e trabalhadoras terceirizados no CENPES e no sistema Petrobrás podem resistir e lutar na defesa de seus direitos.

Terceirizada no CENPES retira 30% de periculosidade de seus trabalhadores

Nova Rio

Na manhã desta terça-feira (27/06), os trabalhadores terceirizados da Nova Rio no Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES) , Ilha do Fundão, cruzaram os braços. O motivo foi o anúncio da retirada dos 30% de periculosidade dos trabalhadores e trabalhadoras na unidade, a dois meses do término do contrato.  A Nova Rio é uma empresa de asseio e conservação que presta serviço, entre seus diversos contratos de terceirização de mão de obra junto à Petrobrás, e outras estatais e  entes públicos.

Essa prática tem sido recorrente nos novos contratos – rebaixamento de salário, perda da periculosidade, exclusão do transporte, e por aí vai.

O Sindipetro-RJ apoia a luta dos terceirizados, construindo, com petroleiros diretos e indiretos, a defesa da Petrobrás, de nossas reservas e dos direitos trabalhistas e previdenciários.

Abaixo a terceirização!
Viva a luta dos terceirizados!

Fora Temer e suas contrarreformas!
Abaixo a privatização!

#GREVEGERAL

E vc, o q acha disso?

“A Nova Rio desenvolveu vários canais de comunicação para receber suas sugestões, dúvidas ou reclamações.

Escolha, abaixo, o melhor canal…”

e deixe ‘aquele’ recado:

http://www.novario.com.br/contato/

copie sindipetro-rj@sindipetro.org.br

Sindipetro-RJ realiza atividade no CENPES

Nesta terça-feira (6), integrantes da diretoria do Sindipetro-RJ realizaram uma atividade de panfletagem do novo boletim do sindicato e participaram de uma reunião com a base do CENPES, em que foram debatidas pautas que envolvem Segurança, Meio Ambiente e Saúde (SMS),assédio moral, entre outros temas de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras da unidade de pesquisa da Petrobrás, sediada na Ilha do Fundão, Rio de Janeiro.

20170606_140329

“Estamos aqui distribuindo o nosso novo informe após a posse da nova diretoria, debatendo também as pautas específicas do CENPES. Temos várias situações aqui  na unidade como questões que envolvem os terceirizados, trocas de turnos, assédio moral  e o desinvestimento na pesquisa que essa diretoria da Petrobrás vem realizando. Por isso, realizamos esse contato com a comissão local de SMS , levantando esses temas e tentar agilizar essas pautas pendentes” – disse Eduardo Henrique, diretor e integrante do ‘Núcleo 1’ , que engloba  a Secretaria Geral e a Comunicação do Sindipetro-RJ.

Essa nova forma de atuação sindical, de alguma maneira, inaugura uma nova etapa no Sindipetro-RJ que amplia a discussão de temas importantes que envolvem a segurança e saúde do trabalhador de uma unidade tão importante como o Centro de Pesquisas da Petrobrás.

“Foi muito interessante porque podemos contar com a experiência de pessoas que tem um dia-a-dia completamente distinto, que relatam os vários problemas e soluções que conseguem enxergar. Discutimos as adequações do centro de pesquisas ao NR 35 (norma que regula a questão do trabalho em altura que é toda atividade executada acima de dois metros, onde haja risco de queda); a NR 10 (segurança e a saúde dos trabalhadores que interagem com instalações e serviços em eletricidade); NR 13 (que trata da gestão da integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de pressão e suas tubulações de interligação nos aspectos relacionados à instalação, inspeção, operação e manutenção, visando à segurança e à saúde dos trabalhadores e da NR 33 (trabalho em espaços confinados). Assim , discutimos formas de ajudar para que o centro de pesquisa se enquadre plenamente a essas normas” – explica Carla Marinho, também funcionária da unidade e também integrante ‘Núcleo 1’ do Sindipetro-RJ.

A aproximação com as bases foi um dos pilares de campanha da nova diretoria do sindicato. Assim,  diminuem as distâncias que antes havia entre a base e a representação oficial sindical.

“O movimento é justamente esse: é ouvir o que as pessoas têm a dizer, sabemos que nem todo mundo pensa de forma igual. Mas isso é importante que aconteça, pois trabalhamos em um centro de pesquisas, e num espaço como esse as diferenças são sempre levadas em consideração. Então é bem vinda essa renovação que ouve e interage com a base” – explica Cristiano Silveira, funcionário do CENPES.

A valorização da Petrobrás, da sua excelência em pesquisa e tecnologia, e, sobretudo, da importância do seu papel como motor de desenvolvimento do Brasil é destacada por seus funcionários.

“Eu tenho 30 anos de Petrobrás, com muito orgulho trabalho na área de pesquisa em robótica para uso nas explorações em águas profundas. O que vejo hoje é uma tentativa da atual diretoria e desse governo em desestimular a pesquisa e o funcionário da empresa, com o objetivo claro de afetar a nossa autoestima. Temos sim tecnologia de ponta com plena capacidade de desenvolver condições de sustentabilidade para fazer da Petrobrás a referência para o Brasil. Por isso, é importante que o nosso sindicato faça essa interação com as bases e nos estimule nessa luta pela defesa de um projeto tão importante o nosso país como é a Petrobrás” – destaca Ney Robinson,  engenheiro em robótica da Petrobrás, integrante da direção do Sindipetro-RJ na qual integra o ‘Núcleo 2’ – Campanha contra a privatização,geopolítica,formação,cultura,esporte e memória – .

Com ações como essa realizada no CENPES, a  nova direção do Sindipetro-RJ desta forma reforça seu compromisso em torna mais participativa as discussões de interesse da categoria e cria condições de maior interação às necessidades reais da base petroleira. Visitas e debates de pautas de interesse dos trabalhadores e trabalhadoras de unidades administrativas e operacionais serão mais frequentes.