A categoria petroleira aprovou um calendário de ações para a construção das Organizações por Local de Trabalho (OLT), as comissões de base.

OLTs

Imagem: Samuel Tosta

Confira as resoluções:

  • A resolução propõe uma campanha, a ser realizada entre os meses de agosto e setembro, de lançamento e esclarecimentos sobre a constituição das organizações por local de trabalho e sua importância ainda mais fundamental neste momento de desmonte da Petrobrás e das reformas trabalhista e da previdência, e de ataque ainda maior aos terceirizados.
  • É importante que sejam realizadas assembleias em todas as bases para que estas estabeleçam as formas de eleição e funcionamento de sua respectiva OLT até a primeira quinzena de setembro.
  • O sindicato vai procurar eleger / formar as OLTs até a primeira semana de outubro. Esta decisão não inviabiliza a possibilidade de formação de outras organizações após este prazo.
  • Uma plenária com todos os membros eleitos das OLTs e da diretoria do Sindipetro-RJ será marcada para avaliar a representatividade alcançada pelo processo de escolha das OLTs e a viabilidade da criação do Conselho de Representantes de Base, bem como decidir, se for o caso, sobre o regimento formato e composição do Conselho de Representantes.
  • O Congresso indicou o mês de outubro para a criação do Conselho de Representantes. Caso não seja possível neste prazo, os trabalhadores das bases vão decidir os calendários para sua viabilidade.

O “jeito Pedro Parente” de enrolar colocado em pratica no SMS

Pedro PArente

A mesa de debate sobre questões de SMS, realizada na tarde desta quarta-feira (5), em continuidade as reuniões de Comissões de Acompanhamento do ACT, não foi considerada uma das piores.

Embora algumas respostas tenham sido as mesmas de reuniões anteriores, a equipe de SMS da empresa demonstrou boa vontade em solucionar os problemas vigentes e comprometeu-se em empenhar forças para apurar os fatos, a fim de trazer respostas ainda pendentes.

Contudo, várias questões ficaram sem respostas satisfatórias e evasivas, entre elas: falhas recorrentes na área operacional; treinamento da equipe de brigadista em horário inadequado; resgate médico aéreo; terceirização; NR13; horas extras; além de outras.

Gerentes regionais geram ruídos de informação

Mas, o que chamou a atenção foi a quantidade de ruídos de informação, aparentemente, geradas pelas gerências regionais com relação ao retorno de respostas ao corporativo.

Reuniões inexistentes foram relatadas como realizadas, como o caso em que  a equipe de SMS informou que foi notificada sobre uma reunião realizada, no dia 24 de abril, com dirigentes do Sindipetro-LP sobre a efetivação dos técnicos de segurança de turno, na unidade UTCGA.

Dirigente sindical do Litoral Paulista disse desconhecer a atividade na data mencionada para debater a demanda. Vale lembrar que esses trabalhadores já cumprem revezamento de turno há seis anos, e até o momento nada foi resolvido.

Para dirigentes da FNP, gerentes regionais também estariam manipulando índice de acidentes nas unidades ao  subnotificar ocorrências. No entanto, tudo isso é só a ponta do iceberg. Outros problemas podem estar ligados às gerências regionais, que são incentivadas pela política de gestão de Pedro Parente, cujo caráter é completamente duvidoso.

Um ponto positivo da reunião foi o reconhecimento da equipe de SMS sobre a necessidade de realizar encontros frequentes com os sindicatos. Por isso, nova reunião sobre o tema deve ser agendada.

Agora, veja balanço sobre a reunião de SMS, feita pelos dirigentes sindicais:

 

Fonte: FNP

Petrobrás explica proposta do novo Benefício Farmácia

Empresa quer novo modelo no qual doenças agudas não serão mais cobertas, se tornando opcional e sem cobertura para medicamentos com valor abaixo de R$ 300,00 ,funcionando apenas por delivery (entrega em domicílio).

banner_Beneficio_FarmaciaNa segunda parte do primeiro dia de reuniões das Comissões de Acompanhamento de ACT e Regime de Trabalho o destaque foi a apresentação  do novo modelo de proposta para o Benefício Farmácia.

O ponto principal apresentado foi o fim da aplicação do conceito do mutualismo (contribuição de todos para beneficiar um dos contribuintes), migrando para o modelo de contribuição opcional (o indivíduo  banca o seu custo) para obtenção  de remédios para doenças crônicas.

A proposta de Pedro Parente acaba com o atual sistema de reembolso e cria a coparticipação dos beneficiários no custeio de medicamentos por meio de ‘delivery’ – entrega em domicílio.

Na nova proposta, as doenças agudas não serão mais cobertas. Apenas as doenças crônicas serão cobertas integralmente.

Por exemplo: se o beneficiário apresentar um quadro gripal terá que comprar integralmente seus remédios. Mas, se o custo unitário do medicamento para tratamento da doença aguda ultrapassar R$ 300,00, a empresa irá cobrir numa faixa de valor percentual que irá variar de 15% a 70% de custo para a coparticipação da empresa no gasto. Agora se o custo for menor que os R$300,00 , o beneficiário será responsável integralmente pelo custo.

Modelo proposto está sendo baseado em assistência de saúde oferecida no Canadá, segundo representantes da área de AMS da Petrobrás.
 No entanto, dirigentes da FNP vêem com preocupação a proposta. “Teremos um programa menor e mais caro”, avaliou Rafael Prado, diretor da FNP e do Sindipetro-SJC.
Mas representantes de AMS destacaram que a proposta deve ser construída em parceria com os trabalhadores. Portanto, um GT deve ser criado para trabalhar com a equipe de AMS no melhoramento do benefício.

Reunião de comissões de ACT, RH da Petrobrás não muda postura : “Sobre isso, não temos abertura com a direção para dialogar”

RH afirma que orientação da companhia é aplicar “desconto com reflexo” em trabalhadores que participam.

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Nesta manhã (4), diretores da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), durante preâmbulo com o RH, na reunião das Comissões de Acompanhamento de ACT e de Regime de Trabalho, cobrou respostas sobre assuntos de interesse da categoria, dentre eles: penalização de trabalhadores por participação em greve; efetivo mínimo; e possibilidade de fraude nas eleições da Petros.

Em relação a participação na greve, segundo informações, a direção da Petrobrás teria criado um código, intitulado 1093, que visa penalizar petroleiros que participam de greve.

Dessa forma, Pedro Parente ignora a lei de greve e não busca negociar com os trabalhadores. Em outras palavras, os sindicatos filiados à FNP respeitam a lei, ao avisar a companhia sobre a ocorrência de greve e, no entanto, Parente desrespeita a lei.

O que não é surpresa, já que o mesmo prática atos ilícitos também na venda de ativos da Petrobrás. Isso significa dizer que Parente já está acostumado a burlar a lei em benefício próprio e do interesse do capital externo.

Além disso, o RH afirma que é orientação da direção, hoje, aplicar desconto com reflexo em trabalhadores que participam de greves. “Sobre isso, não temos abertura com a direção para dialogar”, afirma o RH.

Acompanhamento de ACT

A FNP também cobrou respostas sobre questionamentos enviados para a empresa no dia 24 de abril deste ano.

Apesar disso, reunião termina e muitas perguntas continuam sem respostas.

Fonte: FNP

 

Descumprimento do ACT? Denuncie!

O Sindipetro-RJ quer ampliar a participação dos petroleiros e petroleiras na construção e mobilização do próximo acordo coletivo e para isso abriu um canal direto com a base. As cláusulas do acordo coletivo que estão sendo descumpridas pela Petrobras serão objeto de pauta na Reunião de Acompanhamento de ACT que acontece nesta terça (4) e quarta (5). Quem tiver denúncias de descumprimento do ACT pode encaminhá-las pela internet, acessando em http://www.sindipetro.org.br a aba Canal ACT. No mesmo local pode ser encontrada a íntegra da pauta da reunião, protocolada em abril.

Boletim-Sindipetro-7 pag.2

Confira na versão em PDF a íntegra do Boletim-Sindipetro-7