Audiência Pública em Defesa Petrobrás, Ato Contra o Desmonte

CPI

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ)  realiza na quarta-feira , dia 3 agosto,  uma Audiência Pública  sobre o desmonte da Petrobrás. O evento é promovido pela CPI da Petrobrás que investiga  o desmonte e venda de ativos da empresa.

A Comissão Parlamentar de Inquérito presidida pelo deputado Paulo Ramos (PSOL) começou sua atividades em 22 de junho com objetivo de  verificar se a venda de ativos da estatal preenche as normas legais e atende aos interesses econômicos do estado, num prazo de 90 dias para concluir seus trabalhos, prorrogáveis por mais 60.

Por isso, nós trabalhadores do Sistema Petrobrás, precisamos marcar presença nesse dia. Todos os atingidos por essa política de desmonte: trabalhadores da Petrobrás, BR Distribuidora, Liquigás, Transpetro, refinarias, desempregados não podem se furtar a esse debate.

Vamos comparecer em peso, pressionar os parlamentares e mostrar pra sociedade o que eles estão fazendo com a maior empresa do Brasil!

 

REDUC: incêndio, acidente com choque elétrico e falta de ambulância

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Segundo  informe publicado nesta terça-feira (18) no site do Sindipetro-Caxias, ocorreu um incêndio na REDUC na subestação elétrica (Sub-W),  sem registro de vítimas, mas com as unidades U-1530, U-1620, U-1630 e U-1640 paradas, bem como o bombeio de produtos da Movimentação de Lubrificante. A Brigada de Combate a Incêndio foi acionada e junto com os trabalhadores da Petrobrás conseguiu controlar o incêndio.

No último sábado (15), o técnico de manutenção próprio da Petrobrás, Edson Ignez de Souza, que estava trabalhando durante a parada da U-1210 teve queimaduras graves nas mãos depois de um choque elétrico em gaveta de subestação. Como o acidente ocorreu durante a parada, não havia ambulâncias disponíveis e o trabalhador teve que esperar que um médico chegasse e o levasse de carro para o hospital.

Mais uma vez, para fazer economia, a empresa não encaminhou o ferido ao HFAG (Hospital da Força Aérea do Galeão, especializado em queimados) e o deixou no Caxias D’or, um hospital privado que não possuí especialidade para atendimento a queimados.

Já nesta segunda (17), tentando consertar o erro cometido, a Petrobrás passou a disponibilizar na REDUC uma unidade móvel de UTI que vai ficar 24 horas com um médico para atender  possíveis acidentes na parada.

Pedro Parente segue “pechinchando” ativos da Petrobrás e anuncia processo de venda de mais um campo de petróleo

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Na última quinta-feira (6), a Petrobrás divulgou um comunicado em que anuncia o processo de venda da sua participação no Campo de Maromba, localizado na Bacia de Campos.
A  companhia  opera com 70% de participação junto  com a Chevron Brasil Petróleo Ltda., que é detentora de 30%. A duas oferecem conjuntamente 100% dos direitos do Campo de Maromba (Concessão de BC-20A), localizado no sudeste da Bacia de Campos. Quem comprar vai  extrair uma qualidade de óleo pesado em águas rasas, próxima aos campos em produção de Peregrino e Papa-Terra.

Segundo a direção da Petrobrás, comandada por Pedro Parente, esta ação é mais uma etapa do chamado plano de negócios que prevê arrecadação de  US$ 21 bi no biênio 2017-18 com os “desinvestimentos”, em que a companhia vende tudo o que puder de seus ativos com preços de “pechincha” que satisfaçam o mercado, num  verdadeiro desmonte que atenta contra os interesses estratégicos brasileiros e a soberania do Brasil.

Em maio, a direção da empresa já havia anunciado a venda do Campo de Juruá na Bacia do Solimões, que fica localizado no Estado do Amazonas.

Audiência pública ‘Atual cenário de sucateamento das empresas estatais’

Nesta sexta-feira (23),  a  Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro (OAB/RJ), recebeu em seu auditório no Centro do Rio de Janeiro a audiência publica sobre o atual cenário de sucateamento das empresas estatais, evento promovido pela Comissão de Advogados Estatais da entidade. A audiência foi aberta com a apresentação de um áudio com a fala do  atual   presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior,  em reunião com representantes sindicais federal, em que chamou  de forma desrespeitosa os funcionários  da estatal de eletricidade de “vagabundos” e “safados”.

O  ato denunciou  a atual “política do quanto pior, melhor”, promovida pelas esferas do governo Temer  junto às empresas estatais, sucateando e precarizando seus serviços para justificar a terceirização de suas atividades – já a pleno vapor, através de contratações milionárias sem licitação – e, em seguida, a privatização por preços irrisórios e gestões duvidosas, como acontece com a Petrobrás sob a gestão de Pedro Parente.

Os debates contaram com a presença  dos deputados federais do Rio de Janeiro, Glauber Braga (PSOL/RJ), Jandira Feghali (PCdB/RJ) e Wadih Dammous (PT/RJ); do Professor em Direito Economico da USP,  Gilberto Bergovitch,  representantes  de entidades como o DIEESE e de centrais sindicais, entre outras representações classistas.

A audiência debateu  mecanismos de combate aos processos de destruição do patrimônio publico, com o lançamento de uma campanha de defesa das estatais e das suas funções sociais como motoras de desenvolvimento do Brasil.

Redução de efetivo mínimo gera mais acidentes

A Petrobras está fazendo uma série de reuniões com os trabalhadores de turno para comunicar, de forma unilateral, sua nova política de efetivo. A empresa pretende reduzir o efetivo mínimo de pessoal sem nenhum debate com os trabalhadores. O aumento do número de acidentes é a consequência natural desta redução de efetivo, com impacto direto na imagem da empresa. Atitude planejada para desmontar a Petrobras e torná-la uma empresa coadjuvante das petrolíferas internacionais.

 

Boletim 5 - P3

Confira na versão em PDF a íntegra Boletim-Sindipetro-5

Greve geral contra as reformas

Parar o país novamente dia 30 de junho e demonstrar nas ruas a força do trabalhador brasileiro. Mais uma vez realizar uma grande e histórica greve geral para exigir o fim do governo Temer e enterrar definiti-vamente qualquer proposta de reforma que jogue nas costas dos trabalhadores o ônus de arcar com uma política que protege empresários, banqueiros, latifundiários e especuladores. Esta é a expectativa das centrais sindicais que estão convocando trabalhadores e trabalhadoras para nova greve geral no dia 30. O calendário de lutas de preparação para a grande manifestação do povo brasileiro inclui um “esquenta”, no dia 20 de junho, com atos e paralisações, criação de comitês de mobilização, produção de um jornal unificado e assembleias nos locais do trabalho até o dia 23.

Fora Parente – Para além dessas lutas é necessário construir uma nova ordem política com mais justiça social no país. Petroleiros e petroleiras são peça fundamental nessa engrenagem, a categoria que produz uma das maiores riquezas brasileiras. Nosso petróleo é cobiçado por dezenas de nações e não pode continuar sendo entregue ao capital estrangeiro.

A política de desmonte e venda de ativos da Petrobras capitaneada por Pedro Parente tem que ser interrompida. E isso só acontecerá com os petroleiros e petroleiras nas ruas demonstrando à população que essa tem que ser uma luta de todos.

Nossa presença nas ruas dia 30 será um grito de alerta. Da mes­ma forma que nos organizamos internamente para lutar contra as injustiças dentro da Petrobras, pelo fim de relações de trabalho que oprimem os trabalhadores petroleiros, precisamos que a riqueza que produzimos no dia-a-dia pertença a quem de direito: o povo brasileiro. Será através dela que poderemos investir em saúde, educação, moradia, saneamento e gerar perspectivas de emprego e vida digna para nossos filhos e netos.

JBS principal financiadora de campanha – Os trabalhadores não aceitam a manutenção deste governo que tenta aprovar reformas que vão rasgar direitos conquistados há um século e com muita luta pela classe trabalhadora. Um governo que já liberou a terceirização para todos os setores, que entregou o campo brasileiro de Alcântara (MA) para uso pelos EUA e liberou parte da Amazônia para extração mineral, entre outras ações que só demonstram o desprezo destes governantes corruptos pelos trabalhadores e pela sociedade brasileira.

Este Congresso, com grande número de parlamentares sendo investigados em diferentes esferas judiciais, não tem legitimidade para debater estas reformas. Um Congresso onde 70% dos parlamentares foram financiados por apenas dez empresas, sendo a principal a JBS, que sangrou o país em seu envolvimento com a corrupção em diferentes escalas governamentais. A mesma empresa que lidera a lista de empresas devedoras da Previdência Social, com um débito de 1,8 bilhões de reais e coleciona milhares as denúncias de demissões ilegais e acidentes de trabalho no Ministério do Trabalho. Outras importantes financiadoras destes parlamentares foram Bradesco e Itaú, OAS, Andrade Gutierrez, Odebrecht, UTC e Queiroz Galvão, Grupo Vale e Ambev.

Por tudo isso, estamos nas ruas, exigindo o fim das reformas e eleições gerais já. Participe das mobilizações.

(Fonte: Boletim Sindipetro-RJ, número 2)