Petroleiros na Greve Geral

Edisen greve geral

Imagem Samuel Tosta

 

Atualizada em 17:37

Em todo o Sistema Petrobrás, ao longo do dia cresceu à adesão ao movimento nacional da greve geral  contra a perde  de direitos promovidos pelo governo Temer a partir das reformas Trabalhista e Previdência.

No Paraná, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e em outros estados, houve bloqueios das rodovias que margeiam os polos industriais.

No Rio de Janeiro terminais importantes de abastecimento como o Terminal Aquaviário Baía de Guanabara (TABG-RJ) paralisam parcialmente com suas atividades por 24 horas.

A partir de meio dia trabalhadores e trabalhadoras  realizaram um ato na frente do Edifício Senado (EDISEN), uma das sede administrativas da Petrobrás no Centro do Rio de Janeiro.

 

Em Angra dos Reis-RJ, no Terminal da Baía de Ilha Grande (TEBIG) ocorrem paralisações  nas áreas administrativa (parcial), manutenção (total)  e operação (parcial). Na unidade foi realizada uma assembleia dos terceirizados em que foi debatida de forma os trabalhadores e trabalhadoras serão prejudicados casos as reformas de Temer sejam aprovadas. O estaleiro Brasfels, sediado na região, também teve uma grande adesão de seus trabalhadores

Ainda  em Angra, foi realizado um grande ato no Centro da cidade com a participação de movimentos sociais.

No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), em Itaboraí,  ocorreu uma  paralisação parcial na parte da manhã.

No Norte Fluminense, foram  realizados  protestos e bloqueios em vias públicas junto com os movimentos sociais. Nas plataformas e no Terminal de Cabiúnas, os trabalhadores realizaram setoriais para debater a greve.

Litoral Paulista

No terminal Transpetro da Alemoa, em Santos-SP, a adesão foi total entre próprios e terceirizados. A adesão é fruto de um trabalho intenso no terminal feito através de muita conversa atrasos e panfletagens. Vale ressaltar, que a presença constante do sindicato, em todas as unidades, serviu também para dar respaldo aos empregados diretos e terceirizados que foram pressionados por suas gerências a comparecer ao trabalho.

Tebar

No Terminal de Pilões, em Cubatão, houve corte de rendição e adesão de 100% do turno, 95% administrativo e terceirizados. No Edisa Valongo, mais da metade dos petroleiros diretos e terceirizados não compareceram ao local de trabalho.

Na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba-SP, houve adesão de 90% do turno, administrativo e terceirizados parados, apesar da Polícia Militar ter tentando barrar o movimento. Lá, houve o apoio do Sintricon. A unidade está nas mãos do grupo de contingência, que foi formado sem a anuência do Sindipetro-LP e por isso, foi feito um Boletim de Ocorrência dando responsabilidade á gerência por colocar a planta em risco.

São José dos Campos

Em São José dos Campos-SP , o Sindicato dos Petroleiros está com piquete de greve na Revap desde às 23h de ontem (29). Conforme deliberação das assembleias, os trabalhadores cortaram a rendição no turno das 23h, das 7h, do ADM e das 15h desta sexta-feira, 30. A Greve de 24h fora aprovada pelos trabalhadores atendendo ao chamado do conjunto das demais categorias organizadas da região e do país.

Belém 

Em Belém-PA, o Complexo de Abastecimento no Terminal de Miramar da Transpetro teve uma grande adesão à Greve Geral. Até às 11:00 hs, o trânsito de caminhões combustíveis que abasteceriam na BR Distribuidora e em outras distribuidoras estava impedido pelos trabalhadores mobilizados que fecharam a rodovia que dá acesso ao terminal. Ainda em Belém houve uma grande adesão dos trabalhadores do transporte público que teve paralisação de quase 100%. Em apoio a mobilização do Sindipetro-AM/AP/MA e PA participaram o Sindimar, Sindiporto e Conlutas, entre outras centrais sindicais.

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Petroleiros param diversas unidades da Petrobrás em apoio à Greve Geral

TABG

Imagem Samuel Tosta

Em adesão à Greve Geral unidades importantes de refino da Petrobrás apresentam corte de rendição e adesão grande.

Das dez refinarias que aprovaram a greve, nove já estão sem trocas nos turnos de revezamento: Refinaria Presidente Vargas (REPAR/PR), Usina de Xisto (Six/PR), Refinaria de Paulínia (REPLAN/SP), Refinaria Capuava (RECAP/SP), Refinaria Duque de Caxias (REDUC/RJ), Refinaria Grabriel Passos (REGAP/MG), Refinaria Landulpho Alves (RLAM/BA), Refinaria Abreu e Lima (RNEST/PE) e Refinaria Isaac Sabbá (REMAN/AM). Na Refinaria Alberto Pasqualini (REFAP/RS), onde os trabalhadores já haviam feito uma greve ao longo desta última semana, a paralisação está sendo retomada na manhã desta sexta.

O Terminal Aquaviário Baía de Guanabara (TABG/RJ) também está parcialmente com suas atividades paralisadas.

No Rio já às 6h30, havia cerca de 30 quilômetros de congestionamentos registrados pela cidade. Cerca de 30 minutos depois, a lentidão já chegava a quase 50 quilômetros, cerca de 30 quilômetros a mais que o previsto para o horário.

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imagem Samuel Tosta

Vias importantes como a Linha Vermelha e saída da Ponte Rio Niterói, na Avenida Brasil, chegaram a ter bloqueios. O trânsito está com uma grande retenção na altura da Ilha do Fundão, sentido Centro do Rio.

Ao longo do dia os petroleiros vão também realizar protestos em edifícios administrativos da Petrobrás, a partir de meio dia está programado um ato no Edifício Senado (EDISEN).

Um grande protesto organizado por centrais sindicais está programado ainda nesta tarde com concentração na Candelária, Centro do Rio, a partir das 17:00h