Plenária das Centrais Sindicais discute mobilizações contra desmonte de Temer e Pezão

Plenária

Na noite desta quarta-feira (10) foi realizada no auditório dos Bancários Rio, uma reunião da Plenária das Centrais Sindicais para discutir estratégia de enfrentamento às políticas neoliberais e as reformas Trabalhista e Previdenciária do governo Temer e o descalabro financeiro do Estado do Rio de Janeiro governado por Luiz Fernando Pezão.

Em pauta, a organização de uma Greve Geral  e criação de uma calendário de lutas que agregue centrais sindicais , sindicatos e movimento social contra o desmonte do Estado Social brasileiro.

“O objetivo é construir um calendário de luta que para além de derrubar o governo do Temer  possa também derrubar o governo do Pezão aqui no Estado do Rio. A Educação tem enfrentado uma série  de ataques desse governo, recentemente três resoluções foram pontuadas , e que inclusive fecham unidades escolares , acabando com o direito à educação no Estado. Então, é importante a construção de uma luta unificada , conseguir organizar esse calendário de luta, porque acreditamos que só vamos derrubar esses governos nas ruas e nas lutas” – explica  Susana Gutierrez, diretora do SEPE – Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ. O SEPE realiza neste sábado (12), uma assembleia na ABI , a partir das 14hs.

Participaram do encontro representantes da CUT, CSP Conlutas, CTB, UGT, Intersindical, entre outras centrais, além de representantes sindicais, que fizeram o indicativo de 30 de agosto para o ‘Dia Estadual de Luta e Ações e Greve’.

Ainda no calendário de atividades será realizado um ato no dia 15 de agosto, terça-feira, na porta da UERJ, a partir de 18hs, em defesa da universidade pública e contra o sucateamento promovido por Pezão.

Na quarta (16), o operativo participa de uma atividade na OAB/RJ na Comissão da Verdade, a partir das 9  da manhã no auditório da entidade.

 

Petroleiros na Greve Geral

Edisen greve geral

Imagem Samuel Tosta

 

Atualizada em 17:37

Em todo o Sistema Petrobrás, ao longo do dia cresceu à adesão ao movimento nacional da greve geral  contra a perde  de direitos promovidos pelo governo Temer a partir das reformas Trabalhista e Previdência.

No Paraná, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e em outros estados, houve bloqueios das rodovias que margeiam os polos industriais.

No Rio de Janeiro terminais importantes de abastecimento como o Terminal Aquaviário Baía de Guanabara (TABG-RJ) paralisam parcialmente com suas atividades por 24 horas.

A partir de meio dia trabalhadores e trabalhadoras  realizaram um ato na frente do Edifício Senado (EDISEN), uma das sede administrativas da Petrobrás no Centro do Rio de Janeiro.

 

Em Angra dos Reis-RJ, no Terminal da Baía de Ilha Grande (TEBIG) ocorrem paralisações  nas áreas administrativa (parcial), manutenção (total)  e operação (parcial). Na unidade foi realizada uma assembleia dos terceirizados em que foi debatida de forma os trabalhadores e trabalhadoras serão prejudicados casos as reformas de Temer sejam aprovadas. O estaleiro Brasfels, sediado na região, também teve uma grande adesão de seus trabalhadores

Ainda  em Angra, foi realizado um grande ato no Centro da cidade com a participação de movimentos sociais.

No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), em Itaboraí,  ocorreu uma  paralisação parcial na parte da manhã.

No Norte Fluminense, foram  realizados  protestos e bloqueios em vias públicas junto com os movimentos sociais. Nas plataformas e no Terminal de Cabiúnas, os trabalhadores realizaram setoriais para debater a greve.

Litoral Paulista

No terminal Transpetro da Alemoa, em Santos-SP, a adesão foi total entre próprios e terceirizados. A adesão é fruto de um trabalho intenso no terminal feito através de muita conversa atrasos e panfletagens. Vale ressaltar, que a presença constante do sindicato, em todas as unidades, serviu também para dar respaldo aos empregados diretos e terceirizados que foram pressionados por suas gerências a comparecer ao trabalho.

Tebar

No Terminal de Pilões, em Cubatão, houve corte de rendição e adesão de 100% do turno, 95% administrativo e terceirizados. No Edisa Valongo, mais da metade dos petroleiros diretos e terceirizados não compareceram ao local de trabalho.

Na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba-SP, houve adesão de 90% do turno, administrativo e terceirizados parados, apesar da Polícia Militar ter tentando barrar o movimento. Lá, houve o apoio do Sintricon. A unidade está nas mãos do grupo de contingência, que foi formado sem a anuência do Sindipetro-LP e por isso, foi feito um Boletim de Ocorrência dando responsabilidade á gerência por colocar a planta em risco.

São José dos Campos

Em São José dos Campos-SP , o Sindicato dos Petroleiros está com piquete de greve na Revap desde às 23h de ontem (29). Conforme deliberação das assembleias, os trabalhadores cortaram a rendição no turno das 23h, das 7h, do ADM e das 15h desta sexta-feira, 30. A Greve de 24h fora aprovada pelos trabalhadores atendendo ao chamado do conjunto das demais categorias organizadas da região e do país.

Belém 

Em Belém-PA, o Complexo de Abastecimento no Terminal de Miramar da Transpetro teve uma grande adesão à Greve Geral. Até às 11:00 hs, o trânsito de caminhões combustíveis que abasteceriam na BR Distribuidora e em outras distribuidoras estava impedido pelos trabalhadores mobilizados que fecharam a rodovia que dá acesso ao terminal. Ainda em Belém houve uma grande adesão dos trabalhadores do transporte público que teve paralisação de quase 100%. Em apoio a mobilização do Sindipetro-AM/AP/MA e PA participaram o Sindimar, Sindiporto e Conlutas, entre outras centrais sindicais.

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Assembleia do SOS Emprego nesta quarta-feira (28) sobre a Greve Geral

greve geral 30

O Movimento SOS Emprego realiza assembleia nesta quarta (28) para ratificar apoio e participação na Greve Geral do dia 30 de junho. O encontro será realizado a partir das 18 horas  na sede do Sindipetro-RJ, na sede da Avenida Passos, 34, Centro do Rio de Janeiro.

O Movimento SOS Emprego é integrado por trabalhadores de empreiteiras  que perderam  seus empregos em obras  contratadas pelo  sistema Petrobrás como a do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro – COMPERJ,  e de outras que envolviam a criação e expansão de novas de unidades de refino (RNEST) e pesquisa (CENPES)  , além de ser integrado por profissionais  da indústria naval que trabalhavam  em estaleiros no atendimento de encomendas de navios e plataformas para a Petrobrás.

A partir de 2015, em função das paralisações dessas obras e projetos, por conta de denúncias de corrupção na empresa e pela crise econômica, surgiu o movimento que luta pelos direitos dos trabalhadores que em sua grande maioria ainda não receberam suas respectivas indenizações.