Direção da Petrobrás vende duas plataformas semi prontas como sucata

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A Petrobrás vendeu como sucata 80 mil toneladas de peças e aço que seriam as plataformas de petróleo P-71 e P-72, que estavam praticamente prontas para serem montadas. Todo projeto, todo planejamento, todas as compras, o dinheiro que foi investido, a infinidade de horas trabalhadas, se tornaram sucata no Estaleiro Ecovix, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

A Gerdau  já está  está cortando essa montanha de aço que empregava mais de dez mil pessoas, e está transformando tudo em ferro fundido. Esta solução foi tomada pela alta direção da Petrobrás, por iniciativa de seu presidente Pedro Parente, que havia antecipado há meses que a empresa iria tomar esta decisão.

A Ecovix, empresa responsável pela integração da P-71 e P-72 está em meio a um processo de recuperação judicial, mas que possui um projeto de reestruturação para equilibrar a sua situação financeira, não está comentando o assunto.

A empresa  Gerdau, limitou-se a admitir que a empresa “participou do processo de licitação para a compra de sucata do Estaleiro Rio Grande e venceu” – explicou de forma lacônica.

Essas plataformas estavam sendo construídas para o desenvolvimento dos projetos do pré-sal, na Bacia de Santos.

Fonte: Petronoticias

 

 

Mais uma de Temer e Pedro Parente: Petrobrás vai assumir dívida da Eletrobrás com BR Distribuidora

Foto Marcos Corrêa PR

Imagem: Marcos Corrêa/PR

A Petrobrás anunciou na última sexta-feira (25)  uma proposta de reestruturação societária na BR Distribuidora, como parte do processo de abertura de capital da subsidiária.

A operação, que envolve injeção de R$ 6,3 bilhões na BR, tem como objetivo limpar o balanço da BR para ampliar o valor das ações que serão emitidas no processo de abertura de capital da distribuidora, que é parte do plano de desinvestimentos da estatal.

A proposta apresentada transfere para a Petrobrás créditos da BR com o acordo assinado em 2014 para o parcelamento de dívidas de empresas do grupo Eletrobrás pelo não pagamento de combustíveis para térmicas. O acordo dividiu em 120 parcelas uma dívida de R$ 8,6 bilhões, dos quais R$ 7,3 bilhões são garantidos pela CDE (Conta de Desenvolvimento Energético).

Ao fim de 2016, o valor remanescente dos créditos a receber pela BR da Eletrobrás somava R$ 6 bilhões, segundo o balanço da companhia.

Em nota, a Petrobrás explica que os créditos serão transferidos para uma nova empresa, chamada ‘Downstream Participações’, que depois será incorporada pela estatal.

A BR usará os recursos do aporte para pagar outras dívidas, reduzindo os compromissos que hoje tem em balanço —ao fim de 2016, a empresa contabilizava dívidas de R$ 12,4 bilhões.

Assim, mais uma manobra no mínimo suspeita da direção da Petrobrás, presidida por Pedro Parente, que agora resolve fazer ajustes societários e financeiros com  recursos da empresa para que a Eletrobrás que teve seu anuncio de privatização divulgado recentemente pelo Governo de Temer , fique  zerada da dívida pelo  uso de termelétricas , e assim faça a felicidade de seus futuros donos.  Pedro Parente, fazendo cortesia   para o mercado com o “chapéu alheio”.

 

Pedro Parente segue “pechinchando” ativos da Petrobrás e anuncia processo de venda de mais um campo de petróleo

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Na última quinta-feira (6), a Petrobrás divulgou um comunicado em que anuncia o processo de venda da sua participação no Campo de Maromba, localizado na Bacia de Campos.
A  companhia  opera com 70% de participação junto  com a Chevron Brasil Petróleo Ltda., que é detentora de 30%. A duas oferecem conjuntamente 100% dos direitos do Campo de Maromba (Concessão de BC-20A), localizado no sudeste da Bacia de Campos. Quem comprar vai  extrair uma qualidade de óleo pesado em águas rasas, próxima aos campos em produção de Peregrino e Papa-Terra.

Segundo a direção da Petrobrás, comandada por Pedro Parente, esta ação é mais uma etapa do chamado plano de negócios que prevê arrecadação de  US$ 21 bi no biênio 2017-18 com os “desinvestimentos”, em que a companhia vende tudo o que puder de seus ativos com preços de “pechincha” que satisfaçam o mercado, num  verdadeiro desmonte que atenta contra os interesses estratégicos brasileiros e a soberania do Brasil.

Em maio, a direção da empresa já havia anunciado a venda do Campo de Juruá na Bacia do Solimões, que fica localizado no Estado do Amazonas.