Audiência Pública em Defesa Petrobrás, Ato Contra o Desmonte

CPI

A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ)  realiza na quarta-feira , dia 3 agosto,  uma Audiência Pública  sobre o desmonte da Petrobrás. O evento é promovido pela CPI da Petrobrás que investiga  o desmonte e venda de ativos da empresa.

A Comissão Parlamentar de Inquérito presidida pelo deputado Paulo Ramos (PSOL) começou sua atividades em 22 de junho com objetivo de  verificar se a venda de ativos da estatal preenche as normas legais e atende aos interesses econômicos do estado, num prazo de 90 dias para concluir seus trabalhos, prorrogáveis por mais 60.

Por isso, nós trabalhadores do Sistema Petrobrás, precisamos marcar presença nesse dia. Todos os atingidos por essa política de desmonte: trabalhadores da Petrobrás, BR Distribuidora, Liquigás, Transpetro, refinarias, desempregados não podem se furtar a esse debate.

Vamos comparecer em peso, pressionar os parlamentares e mostrar pra sociedade o que eles estão fazendo com a maior empresa do Brasil!

 

Pedro Parente segue “pechinchando” ativos da Petrobrás e anuncia processo de venda de mais um campo de petróleo

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Na última quinta-feira (6), a Petrobrás divulgou um comunicado em que anuncia o processo de venda da sua participação no Campo de Maromba, localizado na Bacia de Campos.
A  companhia  opera com 70% de participação junto  com a Chevron Brasil Petróleo Ltda., que é detentora de 30%. A duas oferecem conjuntamente 100% dos direitos do Campo de Maromba (Concessão de BC-20A), localizado no sudeste da Bacia de Campos. Quem comprar vai  extrair uma qualidade de óleo pesado em águas rasas, próxima aos campos em produção de Peregrino e Papa-Terra.

Segundo a direção da Petrobrás, comandada por Pedro Parente, esta ação é mais uma etapa do chamado plano de negócios que prevê arrecadação de  US$ 21 bi no biênio 2017-18 com os “desinvestimentos”, em que a companhia vende tudo o que puder de seus ativos com preços de “pechincha” que satisfaçam o mercado, num  verdadeiro desmonte que atenta contra os interesses estratégicos brasileiros e a soberania do Brasil.

Em maio, a direção da empresa já havia anunciado a venda do Campo de Juruá na Bacia do Solimões, que fica localizado no Estado do Amazonas.

Audiência pública ‘Atual cenário de sucateamento das empresas estatais’

Nesta sexta-feira (23),  a  Ordem dos Advogados do Brasil, seção Rio de Janeiro (OAB/RJ), recebeu em seu auditório no Centro do Rio de Janeiro a audiência publica sobre o atual cenário de sucateamento das empresas estatais, evento promovido pela Comissão de Advogados Estatais da entidade. A audiência foi aberta com a apresentação de um áudio com a fala do  atual   presidente da Eletrobrás, Wilson Ferreira Júnior,  em reunião com representantes sindicais federal, em que chamou  de forma desrespeitosa os funcionários  da estatal de eletricidade de “vagabundos” e “safados”.

O  ato denunciou  a atual “política do quanto pior, melhor”, promovida pelas esferas do governo Temer  junto às empresas estatais, sucateando e precarizando seus serviços para justificar a terceirização de suas atividades – já a pleno vapor, através de contratações milionárias sem licitação – e, em seguida, a privatização por preços irrisórios e gestões duvidosas, como acontece com a Petrobrás sob a gestão de Pedro Parente.

Os debates contaram com a presença  dos deputados federais do Rio de Janeiro, Glauber Braga (PSOL/RJ), Jandira Feghali (PCdB/RJ) e Wadih Dammous (PT/RJ); do Professor em Direito Economico da USP,  Gilberto Bergovitch,  representantes  de entidades como o DIEESE e de centrais sindicais, entre outras representações classistas.

A audiência debateu  mecanismos de combate aos processos de destruição do patrimônio publico, com o lançamento de uma campanha de defesa das estatais e das suas funções sociais como motoras de desenvolvimento do Brasil.