FNP e Sindipetro-RJ exigem respeito aos petroleiros e à vida

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Direção da Petrobrás não abre mão da Reducão de efetivos para privatizar a Petrobrás

Nesta quarta-feira (5), pelo segundo dia de atividades das reuniões de Comissões de Acompanhamento do ACT, na parte da manhã, a pauta do encontro entre a Federação Nacional dos Petroleiros  (FNP) e a Petrobrás foi sobre efetivos de trabalho.

Os representantes da FNP fizeram questionamentos sobre o plano adotado pela Petrobrás  que já reduz, na área industrial (refinarias e Fafens) os contigentes de efetivos de turno.

Segundo a Federação, a situação acarreta em aumento da precarização e  de assédio moral, além de ser uma estratégia para  implementação, num  futuro próximo,da terceirização  nas operações das refinarias.

Os dirigentes também questionaram problemas que envolvem particularidades de cada uma das unidades dos respectivos sindicatos filiados à FNP. Dois pontos destacados foram, novamente, as punições em função da participação em greves e a realização do curso de NR no período da madrugada, que vem acontecendo especificamente na Revap.

“Prática  que reduz o efetivo e coloca em risco a execução das tarefas”, alerta Rafael Prado, diretor da FNP e do Sindipetro-JSC.

Em seguida, a Petrobrás apresentou a nova reorganização de método de trabalho na área industrial, uma apresentação nada convincente que prioriza somente resultados técnicos e desconsidera fatores humanos, desrespeitando ,por exemplo, a ‘NR 17’, que trata da adaptação das condições de trabalho, as características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

Além disso, a metodologia não releva a participação dos sindicatos e das CIPAS na elaboração da metodologia. Embora os representantes insistissem em afirmar que o projeto de redução tem sido construído com trabalhadores.

De acordo com Lourival Júnior, dirigente da FNP e do Sindipetro-PA/AM/MA/AP, o estudo apresentado é “furado, completamente fora da realidade, que visa apenas reduzir quadro para privatizar a Petrobrás” – afirmou.

Outra crítica ao método apresentado pela empresa  para justificar a redução dos efetivos foi sobre a falta de informações sobre a real situação  dos equipamentos e da sua manutenção.

Para finalizar, em princípio, fica entendido que a metodologia é uma proposta apenas para a área de refino. No entanto, a FNP acredita que é uma questão de tempo para que o método seja aplicado em todo o Sistema Petrobrás.

 

 

Sindipetro-RJ prepara Congresso

A diretoria do Sindipetro-RJ debateu nesta segunda-feira (3) a realização do Congresso do Sindipetro-RJ que acontece nos dias 4 e 5 de agosto, preparando o congresso da Federação Nacional dos Petroleiros e a pauta do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que tem data base no mês de setembro. Ficou decidido que o Congresso do Sindipetro-RJ vai deliberar sobre a proposta do ACT e formular a pauta, táticas de mobilização, além deliberar sobre a desfiliação do sindicato da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

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Confira na versão em PDF a íntegra do Boletim-Sindipetro-7

Cinco motivos para você parar no dia 30

1 – A Reforma Trabalhista vai tirar direitos que você tem hoje

2 – A Reforma Previdenciária vai comprometer seu futuro dificultando a aposentadoria

3 – Mostrar que os trabalhadores estão mobilizados contra as perseguições, assédio moral e descontos indevidos na empresa

4 – Mostrar à direção da Petrobras que não aceitamos a privatização fatiada da empresa, tampouco a redução de efetivo e o sucateamento das condições de trabalho, que põem em risco a vida do trabalhador

5 – Mostrar aos governos e aos trabalhadores que a categoria petroleira está comprometida com uma saída coletiva dos trabalhadores.

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Confira na versão em PDF a íntegra do Boletim-Sindipetro-6

Além da redução de efetivos trabalhadores do sistema Petrobrás convivem com a ameaça de devoluções

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No contexto do processo de terceirização de setores estratégicos  na produção de derivados em refinarias e operação de terminais,  a Petrobrás começa a adotar não somente a redução de efetivos, mas também já trabalha  com a realidade da devolução de trabalhadores e trabalhadoras cedidas de suas subsidiarias, como é o caso do Terminal Cabiúnas (Macaé-RJ), unidade que armazena e envia a produção da Bacia de Campos. Cabiúnas que era anteriormente uma unidade da Transpetro, hoje faz parte da Petrobrás Gás e Energia, diretoria criada em 2015.

“Há pelo menos dois anos convivemos com essa realidade de redução de efetivos no UTCAB. Num universo de 400 funcionários temos pelo menos 350 que são cedidos da Transpetro. São técnicos de operação, manutenção, de enfermagem e administrativos. Por conta disso, passamos por uma situação desagradável, pois a qualquer momento poderemos ser devolvidos para a Transpetro. A nossa demanda hoje é pela incorporação desse pessoal pela Petrobrás. Recentemente cinco companheiros da unidade foram colocados em processo de devolução, o que gera medo e insegurança nos trabalhadores, se já não bastasse essa redução de efetivos. Nós agora temos essa ameaça permanente de devolução, e aí são vidas que são paralisadas com uma possível transferência e perda de adicionais e gratificações” – explica Pedro Vilas Boas, técnico de operação do Terminal Cabiúnas, e cedido pela Transpetro.

Está previsto a realização de um ato na próxima segunda-feira (26), no Centro do Rio de Janeiro, em um dos prédios da Petrobrás, contra as devoluções dos funcionários da Transpetro no Terminal Cabiúnas.