Direção da Petrobrás vende duas plataformas semi prontas como sucata

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A Petrobrás vendeu como sucata 80 mil toneladas de peças e aço que seriam as plataformas de petróleo P-71 e P-72, que estavam praticamente prontas para serem montadas. Todo projeto, todo planejamento, todas as compras, o dinheiro que foi investido, a infinidade de horas trabalhadas, se tornaram sucata no Estaleiro Ecovix, em Rio Grande, no Rio Grande do Sul.

A Gerdau  já está  está cortando essa montanha de aço que empregava mais de dez mil pessoas, e está transformando tudo em ferro fundido. Esta solução foi tomada pela alta direção da Petrobrás, por iniciativa de seu presidente Pedro Parente, que havia antecipado há meses que a empresa iria tomar esta decisão.

A Ecovix, empresa responsável pela integração da P-71 e P-72 está em meio a um processo de recuperação judicial, mas que possui um projeto de reestruturação para equilibrar a sua situação financeira, não está comentando o assunto.

A empresa  Gerdau, limitou-se a admitir que a empresa “participou do processo de licitação para a compra de sucata do Estaleiro Rio Grande e venceu” – explicou de forma lacônica.

Essas plataformas estavam sendo construídas para o desenvolvimento dos projetos do pré-sal, na Bacia de Santos.

Fonte: Petronoticias

 

 

TermoBahia: suspensa liminar contra a venda

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Imagem: Samuel Tosta

A liminar dada em ação popular que suspendeu a venda de 50% de participação da Petrobras na Termobahia para a Total foi suspensa pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região.

“A Petrobras mantém o compromisso de adotar todas as medidas judiciais cabíveis para garantir seus interesses e de seus acionistas”, afirmou a empresa em nota, argumentando que não recebeu a carta precatória da ação popular.

Segundo a advogada da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) Raquel Souza, que conquistou a liminar de suspensão da venda na 3ª Vara Federal de Sergipe, a União entrou com o recurso de suspensão de liminar, já usado no caso da venda de Carcará. A ação pode ser usada apenas pela União e foi criada no tempo do governo FHC para garantir ao poder público a suspensão por tempo indeterminado de liminares contra as privatizações daquele período.

“Eu coloquei na ação que usar como argumento para vender a Petrobrás fazer caixa para a União mostra que a ordem jurídica está sendo ignorada”, diz Raquel, que informa que já prepara o agravo de contestação. Mas ela lembra que o mais importante é a agitação política e a resistência: “sem agitação política não tem solução”.

Categoria debate desmonte de direitos e da Petrobrás no Congresso da FNP

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Imagem Samuel Tosta

Na parte da tarde desta sexta (18), petroleiros e petroleiras participaram de um grande debate que reuniu temas fundamentais como as reformas trabalhista,   previdenciaria e o desmonte da Petrobras e do Brasil.  Nazareno Godeiro falou no projeto de recolonizaçao neoliberal do país, com o crescimento da desindustrialização. Guilherme Estrela falou sobre as riquezas minerais do país e o retrocesso social pós impeachment. Raquel Sousa deu detalhes do criminoso plano de desinvestimento da Petrobras e os motivos da suspensão da venda dos campos de Bauna e Tartaruga Verde. Sérgio de Luca explicou detalhes do desmonte do marco civilizatòrio da relação Capital – Trabalho, a reforma trabalhista. Daniel Romero deu detalhes da proposta de Reforma da Previdência,  que na prática vai inviabilizar a aposentadoria e estimular a informalidade. Leia reportagem completa no boletim do Sindipetro RJ desta semana.

Ameaça de Fechamento da Cogeração

Existe uma vontade política para o desmonte. Vontade irresponsável e temerosa

Depoimento dado por um operador, sobre a ameaça de fechamento da cogeração.

Foto de Eduardo HenriqueNa maioria das vezes, acordo cedo para ir trabalhar, em outras, saio à noite. Já saí no meio do almoço de domingo dos dias das mães, já deixei de passar o natal com a família. Tudo para trabalhar. Minha função me afasta de uma vida social ativa. Enquanto as pessoas estão indo, eu estou voltando, enquanto elas dormem eu estou trabalhando. Só damos valor ao sono quando descobrimos que 8h de sono noturno, em nada se assemelhama 8h de sono diurno. Dormir durante o dia é um desafio, pois não posso reclamar com o vizinho que faz obra na casa dele, tampouco que o “carro da pamonha” esteja passando na sua rua. Outro dia acordei desesperado porque o prédio da frente colocou um alarme na garagem cujo som muito se assemelha aos alarmes dos equipamentos com que trabalho. Foi um martírio fazer um isolamento acústico no meu quarto.

Como venho de uma vida muito difícil, encaro esses e outros desafios do trabalho com muita responsabilidade e dedicação. As quase duas décadas de Petrobrás passei integralmente no CENPES, sinto muito orgulho disso, pois fiz dele minha segunda casa (ou talvez a primeira). Lembro-me, na época da construção da ampliação do CENPES, de uma frase que estampava o tapume externo da obra: “O CENPES está expandindo e o Brasil cresce com ele.” Aquilo fazia muito sentido para mim, pois eu também estava crescendo junto e isso me motivava a me empenhar mais.

É tão bom ajudar o seu país, justamente no desenvolvimento de novas tecnologias, setor que o Brasil ainda precisa avançar bastante. E cá estou eu, fornecendo energia para toda essa galera superar novos desafios científicos. O que me deixa feliz é que a energia que geramos no meu setor não é qualquer coisa não.  Usamos uma tecnologia que tem a capacidade de dobrar a eficiência energética de nossas máquinas. Temos uma planta industrial inovadora, à frente do tempo, com conceitos de aproveitamento de energia, que a partir   de uma única fonte gera várias outras, que utiliza água da chuva para resfriar as máquinas, que pega a água fervente do gerador e transforma em água gelada para ar condicionado. Parece mágica,mas o que temos é tecnologia industrial que faz inveja a muitas empresas estrangeiras. É um orgulho trabalhar assim.

Quando acordo cedo, tomo meu café, beijo minha família, que ainda dorme, e venho para o CENPES. Sinto que não tenho um trabalho qualquer. Sinto-me afortunado por um trabalho que faz diferença para mim e para o país. Não vou negar que existem dias ruins. Dias em que as cobranças são maiores do que as recompensas. Dias em que incomodam muito, as frustrações, as indignações com o que andaram fazendo com nossa empresa e o modo com que ainda insistem em nos tratar como “tag” de equipamento e não como pessoas. Mas a essência do meu trabalho e a importância que eu sei que ele tem, me motiva a passar por tudo isso.

Hoje existe uma pressão grande do gerente executivo do CENPES para o fechamento da cogeração, com data marcada, inclusive: 01/08/2017. Ocorre que um estudo de viabilidade econômica da nossa planta foi solicitado e,  para a surpresa dos que queriam nosso fim, o estudo provou que nossa Cogeração é economicamente viável e rentável também. Com isso, percebemos que, na verdade, existe uma vontade política para o desmonte. Vontade irresponsável e temerosa. Com isso meus colegas e eu estamos recebendo “propostas” trabalhar embarcados, nas plataformas do Pré-Sal. Esse “convite” vem carregado de terror psicológico, com ameças cotidianas de que haverá cortes, que não sobrarão vagas em outras unidades, além de outras maldades. Uma vida não pode ser mudada assim. Como se já não bastassem os problemas técnicos, agora estamos sendo tragados por esse jogo politico. Quando se joga desse jeito, quem perde é sempre o trabalhador.

 

REDUC: incêndio, acidente com choque elétrico e falta de ambulância

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Segundo  informe publicado nesta terça-feira (18) no site do Sindipetro-Caxias, ocorreu um incêndio na REDUC na subestação elétrica (Sub-W),  sem registro de vítimas, mas com as unidades U-1530, U-1620, U-1630 e U-1640 paradas, bem como o bombeio de produtos da Movimentação de Lubrificante. A Brigada de Combate a Incêndio foi acionada e junto com os trabalhadores da Petrobrás conseguiu controlar o incêndio.

No último sábado (15), o técnico de manutenção próprio da Petrobrás, Edson Ignez de Souza, que estava trabalhando durante a parada da U-1210 teve queimaduras graves nas mãos depois de um choque elétrico em gaveta de subestação. Como o acidente ocorreu durante a parada, não havia ambulâncias disponíveis e o trabalhador teve que esperar que um médico chegasse e o levasse de carro para o hospital.

Mais uma vez, para fazer economia, a empresa não encaminhou o ferido ao HFAG (Hospital da Força Aérea do Galeão, especializado em queimados) e o deixou no Caxias D’or, um hospital privado que não possuí especialidade para atendimento a queimados.

Já nesta segunda (17), tentando consertar o erro cometido, a Petrobrás passou a disponibilizar na REDUC uma unidade móvel de UTI que vai ficar 24 horas com um médico para atender  possíveis acidentes na parada.

Sindipetro-RJ e FNP questionam redução do efetivo e mudança do Benefício Farmácia

O Sindipetro-RJ participou das mesas de acompanhamento do ACT dias 5 e 6 de julho. No debate sobre as questões de SMS o ponto positivo da reunião foi o reconhecimento da equipe de SMS sobre a necessidade de realizar encontros frequentes com os sindicatos.  Mas várias questões ficaram sem respostas satisfatórias, entre elas: falhas recorrentes na área operacional; treinamento da equipe de brigadista em horário inadequado; resgate médico aéreo; terceirização; NR13; horas extras; entre outras.

Boletim-Sindipetro-83

Confira na versão em PDF a íntegra do Boletim-Sindipetro-8

O “jeito Pedro Parente” de enrolar colocado em pratica no SMS

Pedro PArente

A mesa de debate sobre questões de SMS, realizada na tarde desta quarta-feira (5), em continuidade as reuniões de Comissões de Acompanhamento do ACT, não foi considerada uma das piores.

Embora algumas respostas tenham sido as mesmas de reuniões anteriores, a equipe de SMS da empresa demonstrou boa vontade em solucionar os problemas vigentes e comprometeu-se em empenhar forças para apurar os fatos, a fim de trazer respostas ainda pendentes.

Contudo, várias questões ficaram sem respostas satisfatórias e evasivas, entre elas: falhas recorrentes na área operacional; treinamento da equipe de brigadista em horário inadequado; resgate médico aéreo; terceirização; NR13; horas extras; além de outras.

Gerentes regionais geram ruídos de informação

Mas, o que chamou a atenção foi a quantidade de ruídos de informação, aparentemente, geradas pelas gerências regionais com relação ao retorno de respostas ao corporativo.

Reuniões inexistentes foram relatadas como realizadas, como o caso em que  a equipe de SMS informou que foi notificada sobre uma reunião realizada, no dia 24 de abril, com dirigentes do Sindipetro-LP sobre a efetivação dos técnicos de segurança de turno, na unidade UTCGA.

Dirigente sindical do Litoral Paulista disse desconhecer a atividade na data mencionada para debater a demanda. Vale lembrar que esses trabalhadores já cumprem revezamento de turno há seis anos, e até o momento nada foi resolvido.

Para dirigentes da FNP, gerentes regionais também estariam manipulando índice de acidentes nas unidades ao  subnotificar ocorrências. No entanto, tudo isso é só a ponta do iceberg. Outros problemas podem estar ligados às gerências regionais, que são incentivadas pela política de gestão de Pedro Parente, cujo caráter é completamente duvidoso.

Um ponto positivo da reunião foi o reconhecimento da equipe de SMS sobre a necessidade de realizar encontros frequentes com os sindicatos. Por isso, nova reunião sobre o tema deve ser agendada.

Agora, veja balanço sobre a reunião de SMS, feita pelos dirigentes sindicais:

 

Fonte: FNP