Retrocessos aprovados exigem ainda mais organização dos trabalhadores

A negociação do ACT 2017 num cenário de corte de direitos conquistados há décadas tende a ser ainda mais difícil. A reforma trabalhista enfraquece o poder dos sindicatos e da Justiça do Trabalho e legaliza práticas proibidas pela Constituição. Além de permitir normas desumanas como o trabalho de grávidas em locais insalubres e aumento de jornada para 12h. Estão liberadas as gratificações contratuais ou espontâneas sem natureza salarial, ratificando a remuneração variável .

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Confira na versão em PDF a íntegra do Boletim-Sindipetro-9

Trabalhadores questionam índices da Petrobrás

Segundo informações da Secretaria de Saúde do Sindipetro-RJ entre 2015/2016 ocorreram 21 acidentes fatais  nas unidades da Petrobrás, sendo 17 terceirizados e quatro funcionários efetivos da empresa. É importante frisar que a Petrobrás nunca apresenta dados absolutos e fechados sobre o número real de mortes em  suas unidades por acidentes de trabalho.  Os números são sempre apresentados em termos percentuais.

Ainda assim, a Petrobrás afirmou que reduziu seus índices de acidentes de trabalho no período de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2016, na divulgação de seu Relatório de Sustentabilidade publicado no último dia 4 de junho. Segundo a empresa, em 2016, a Taxa de Acidentados Registráveis (TAR) foi reduzida em 24% em relação ao ano anterior, atingindo 1,63. Já a Taxa de Ocorrências Registráveis (TOR), que abrange todas as classificações de acidentes (incluindo os casos de primeiros socorros), apresentou uma redução de 25% em comparação com 2015, como resultado da implementação de iniciativas para prevenirem lesões e doenças.

Boletim-Sindipetro-7 pag.3

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Petroleiros na Greve Geral

Edisen greve geral

Imagem Samuel Tosta

 

Atualizada em 17:37

Em todo o Sistema Petrobrás, ao longo do dia cresceu à adesão ao movimento nacional da greve geral  contra a perde  de direitos promovidos pelo governo Temer a partir das reformas Trabalhista e Previdência.

No Paraná, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e em outros estados, houve bloqueios das rodovias que margeiam os polos industriais.

No Rio de Janeiro terminais importantes de abastecimento como o Terminal Aquaviário Baía de Guanabara (TABG-RJ) paralisam parcialmente com suas atividades por 24 horas.

A partir de meio dia trabalhadores e trabalhadoras  realizaram um ato na frente do Edifício Senado (EDISEN), uma das sede administrativas da Petrobrás no Centro do Rio de Janeiro.

 

Em Angra dos Reis-RJ, no Terminal da Baía de Ilha Grande (TEBIG) ocorrem paralisações  nas áreas administrativa (parcial), manutenção (total)  e operação (parcial). Na unidade foi realizada uma assembleia dos terceirizados em que foi debatida de forma os trabalhadores e trabalhadoras serão prejudicados casos as reformas de Temer sejam aprovadas. O estaleiro Brasfels, sediado na região, também teve uma grande adesão de seus trabalhadores

Ainda  em Angra, foi realizado um grande ato no Centro da cidade com a participação de movimentos sociais.

No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), em Itaboraí,  ocorreu uma  paralisação parcial na parte da manhã.

No Norte Fluminense, foram  realizados  protestos e bloqueios em vias públicas junto com os movimentos sociais. Nas plataformas e no Terminal de Cabiúnas, os trabalhadores realizaram setoriais para debater a greve.

Litoral Paulista

No terminal Transpetro da Alemoa, em Santos-SP, a adesão foi total entre próprios e terceirizados. A adesão é fruto de um trabalho intenso no terminal feito através de muita conversa atrasos e panfletagens. Vale ressaltar, que a presença constante do sindicato, em todas as unidades, serviu também para dar respaldo aos empregados diretos e terceirizados que foram pressionados por suas gerências a comparecer ao trabalho.

Tebar

No Terminal de Pilões, em Cubatão, houve corte de rendição e adesão de 100% do turno, 95% administrativo e terceirizados. No Edisa Valongo, mais da metade dos petroleiros diretos e terceirizados não compareceram ao local de trabalho.

Na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba-SP, houve adesão de 90% do turno, administrativo e terceirizados parados, apesar da Polícia Militar ter tentando barrar o movimento. Lá, houve o apoio do Sintricon. A unidade está nas mãos do grupo de contingência, que foi formado sem a anuência do Sindipetro-LP e por isso, foi feito um Boletim de Ocorrência dando responsabilidade á gerência por colocar a planta em risco.

São José dos Campos

Em São José dos Campos-SP , o Sindicato dos Petroleiros está com piquete de greve na Revap desde às 23h de ontem (29). Conforme deliberação das assembleias, os trabalhadores cortaram a rendição no turno das 23h, das 7h, do ADM e das 15h desta sexta-feira, 30. A Greve de 24h fora aprovada pelos trabalhadores atendendo ao chamado do conjunto das demais categorias organizadas da região e do país.

Belém 

Em Belém-PA, o Complexo de Abastecimento no Terminal de Miramar da Transpetro teve uma grande adesão à Greve Geral. Até às 11:00 hs, o trânsito de caminhões combustíveis que abasteceriam na BR Distribuidora e em outras distribuidoras estava impedido pelos trabalhadores mobilizados que fecharam a rodovia que dá acesso ao terminal. Ainda em Belém houve uma grande adesão dos trabalhadores do transporte público que teve paralisação de quase 100%. Em apoio a mobilização do Sindipetro-AM/AP/MA e PA participaram o Sindimar, Sindiporto e Conlutas, entre outras centrais sindicais.

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Vitória dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizados do CENPES: Nova Rio recua do corte do adicional de periculosidade

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Depois de ter anunciado um corte de 30%  dos salários referentes da verba de periculosidade de seus funcionários que prestam serviços no  Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES) , Ilha do Fundão, a empresa Nova Rio recuou da decisão após os trabalhadores terem feito uma paralisação completa, com apoio do Sindipetro-RJ, no turno da manhã desta terça-feira (27) na unidade da Petrobrás.

Em carta enviada, ainda nesta terça ao Sindipetro-RJ , a Nova  Rio reconheceu que  não tinha razão ao fazer o corte do adicional de seus trabalhadores e trabalhadoras antes do termino do contrato com a Petrobrás que será encerrado no próximo mês, em 24 de julho.

Eis os informe principais da carta enviada ao Sindipetro-RJ:

A ‘Nova Rio Serviços Gerais Ltda’ vem através desta, reafirmar o compromisso a respeito das reivindicações feitas pelos seus colaboradores quanto ao adicional de periculosidade:

  • O adicional de periculosidade será pago a toda força de trabalho até o dia 24/07/2017, data de encerramento do contrato atual;
  • Não haverá qualquer tipo d epunição relativa às horas de paralisação do dia de hoje (27), não sendo realizado nenhum desconto relativo às horas paradas;
  • Com relação ao reflexo da periculosidade nas férias, o pagamento será feito conforme legislação vigente, conforme vem sendo praticado momento.

Desta forma, isso comprova que os trabalhadores e trabalhadoras terceirizados no CENPES e no sistema Petrobrás podem resistir e lutar na defesa de seus direitos.

Terceirizada no CENPES retira 30% de periculosidade de seus trabalhadores

Nova Rio

Na manhã desta terça-feira (27/06), os trabalhadores terceirizados da Nova Rio no Centro de Pesquisas da Petrobrás (CENPES) , Ilha do Fundão, cruzaram os braços. O motivo foi o anúncio da retirada dos 30% de periculosidade dos trabalhadores e trabalhadoras na unidade, a dois meses do término do contrato.  A Nova Rio é uma empresa de asseio e conservação que presta serviço, entre seus diversos contratos de terceirização de mão de obra junto à Petrobrás, e outras estatais e  entes públicos.

Essa prática tem sido recorrente nos novos contratos – rebaixamento de salário, perda da periculosidade, exclusão do transporte, e por aí vai.

O Sindipetro-RJ apoia a luta dos terceirizados, construindo, com petroleiros diretos e indiretos, a defesa da Petrobrás, de nossas reservas e dos direitos trabalhistas e previdenciários.

Abaixo a terceirização!
Viva a luta dos terceirizados!

Fora Temer e suas contrarreformas!
Abaixo a privatização!

#GREVEGERAL

E vc, o q acha disso?

“A Nova Rio desenvolveu vários canais de comunicação para receber suas sugestões, dúvidas ou reclamações.

Escolha, abaixo, o melhor canal…”

e deixe ‘aquele’ recado:

http://www.novario.com.br/contato/

copie sindipetro-rj@sindipetro.org.br

Petroleiros e terceirizados que atuam em campos de produção sofrem com rotina de acidentes em 2017

Morreu na madrugada do último domingo (11) a terceira vítima de uma explosão no navio sonda Norbe VIII (NS-32), operado pela Odebrecht Óleo e Gás a serviço da Petrobrás, no Campo de Marlim, na Bacia de Campos.

O segundo oficial de máquinas Eduardo Aragão de Lima, de 33 anos, era funcionário da Odebrecht Óleo e Gás, estava hospitalizado e não resistiu aos ferimentos do acidente, ocorrido na sexta-feira (9).

As companhias já haviam confirmado os nomes de outras duas vítimas fatais. O técnico em inspeções Ericson Nascimento de Freitas, de 29 anos, morreu na sexta-feira, e o técnico em inspeções e calibração Jorge Luiz Damião, de 44, no sábado. Ambos eram funcionários terceirizados da IMI, prestadora de serviços da Odebrecht Óleo e Gás. Um quarto técnico, o soldador Fernando Garcia, também se feriu, mas recebeu alta no sábado.

O acidente ocorreu na manhã de sexta-feira (9), durante a execução de serviços em uma das caldeiras do navio sonda, informou a Petrobras em nota. A petroleira afirmou que não houve incêndio e nem há riscos de vazamento. A companhia também informou que não houve impacto à produção no Campo de Marlim, e que a sonda já se encontra em condição segura. As autoridades competentes foram notificadas e uma comissão foi montada para investigar as causas do acidente.

Em nota, a Odebrecht Óleo e Gás destacou que as atividades da NS-32 foram imediatamente paralisadas e que não houve dano ao meio ambiente. Na sexta-feira, informou que análises preliminares não indicaram dano estrutural à embarcação.

Nota da Odebrecht Óleo e Gás

“É com grande pesar que a Odebrecht Óleo e Gás (OOG) informa que, na madrugada de hoje, dia 11/06/2017, no Hospital Municipal de Macaé, faleceu Eduardo Aragão de Lima, de 33 anos, segundo oficial de máquinas da OOG.
Eduardo foi um dos quatro feridos no acidente envolvendo uma caldeira na popa do navio-sonda Norbe VIII (NS-32), operado pela OOG na Bacia de Campos (RJ), ocorrido na manhã de sexta-feira (09). Infelizmente, ele não resistiu aos ferimentos.
A Odebrecht Óleo e Gás está prestando todo o apoio necessário à família do trabalhador, assim como aos parentes dos outros colaboradores envolvidos no acidente”

Outro acidente no mesmo final de semana

Como se não bastasse, ainda no último domingo (11), segundo informações do site do Sindieptro-NF, ocorreu um princípio de incêndio na P-35, navio plataforma da Petrobrás também localizada no Campo de Marlin. O incêndio foi registrado no reaquecedor do sistema de gás combustível da planta de glicol e foi debelado com mangueira, logo após o alarme de emergência ser acionado.  Há uma grande probabilidade do caso ter sido causado  por um vazamento de glicol, em alta temperatura. A produção foi interrompida devido à proximidade do local com o controle da geração que teve que ser evacuado. Mas desta vez, felizmente, não houve feridos.

A P-35 produziu em março 23,807 mil barris de petróleo por dia e 366 mil metros cúbicos de gás natural por dia, segundo os dados mais atualizados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Acidente e morte no início de 2017

Ainda em fevereiro deste ano um funcionário da Baker Hughes faleceu após acidente a bordo de embarcação atuando pela empresa Saipem na Bacia de Santos.

O acidente deixou ainda quatro feridos e aconteceu durante instalação de um gasoduto submarino no campo de Lula Extremo Sul, após rompimento de componente de alta pressão que atingiu os cinco trabalhadores.

“Devido a precarização que envolve a terceirização o número de acidentes ocorridos com esses trabalhadores  terceirizados  é algo assustador. Isso vem ratificando a nossa posição contra a terceirização(…) Em relação ao ocorrido com esses trabalhadores da NS-32 fica o nosso sentimento de pesar e reafirmamos a necessidade de união dos trabalhadores petroleiros em prol de melhores condições de trabalho” – diz o petroleiro Ivan Luiz Andrade, integrante do Núcleo 5  do Sindipetro-RJ – (Empresas Privadas, Terceirizados, Plataformas e Petroquímica) grupo responsável  na luta sindical contra a retirada de direitos, precarização e acidentes.