XI Congresso da FNP em fase final de preparativos

Congresso 10

Evento acontece no Rio de Janeiro entre os dias 17 e 20 de agosto

Os Sindipetros filiados à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) entram na reta final de preparação de suas participações no XI Congresso Nacional da FNP. Eles já realizaram seus congressos regionais, aprovaram uma série de resoluções a serem avaliadas e aprovadas durante o Congresso Nacional.

O prazo para envio das atas com as listas de presença, resoluções e os nomes será encerrado nesta quinta-feira (10/8).

As oposições participaram com 2 delegados e 1 observador, custeados pelo Congresso (FNP e seus sindicatos). Os sindicatos participam conforme tabela que consta no Regimento.

Na relação de delegados e observadores deve constar os nomes completos, RG e CPF e a escolha para participar de qual grupo.

O Congresso começa na próxima quinta-feira (17/8), com Plenária de Previdência, Aposentados e Pensionistas; Encontro Jurídico, Encontro de Imprensa e encerra no domingo, conforme programação:

QUINTA – 17/08 

8h – Chegadas das Delegações;

9h – Credenciamento;

9h30min às 17h30min – 5ª Plenária Nacional de Aposentados, Pensionistas, Previdência, Petros, AMS e Beneficio Farmácia da FNP;

12h30min às 14h – Almoço.

14h às 18h – Reunião das Assessorias de Imprensa da FNP e dos Sindicatos e Reunião das Assessorias Jurídicas da FNP e Sindicatos;   16 h –– Início do Coffee Break (sem intervalo);

19h às 21h – Abertura, Saudação e Votação do Regimento de Funcionamento do Congresso;

21h – Jantar.

SEXTA – 18/08

8h30min – Votação da Prestação de Contas e Parecer do Conselho Fiscal; Proposta de Regimento e Funcionamento do XI Congresso da FNP 2017 “Nenhum Direito a Menos! Contra o Desmonte do Sistema Petrobrás!”;

9h às 11h30min – Painel de conjuntura com as Centrais (CUT – CSP-CONLUTAS E INTERSINDICAL); e participará com uma fala especial de 05 minutos 01(um) representante da COBAP;

12h – Ato no Edifício Senado;

13h às 14h – Almoço.

14h30min às 19h30min – Debates:

1- A Importância da Petrobrás na Economia Nacional;

2- Reforma trabalhista e Previdenciária;

20h – Jantar.

SÁBADO – 19/08

09H às 18 h – Grupos de Trabalho discutirão e apresentarão resoluções para: Campanha contra o desmonte da Petrobrás, das vendas de ativos, das parcerias, fechamento de unidades, contra o Planejamento Estratégico da Petrobrás 2017/2021. Organização de Base; para o ACT 2017, estratégia de luta, plano de ação; eleição para o Conselho de Administração da Petrobrás e demais empresas do Sistema Petrobrás, Balanço das eleições para o Conselho Deliberativo e Conselho Fiscal da Petros e Plano de Ação para Defesa da Petros, etc.

Grupo 1 – Campanha contra o desmonte da Petrobrás, Campanhas e Organização Sindical Petroleiros, Organização e Plano de Ação para as Oposições, FNP – Balanço, Organização, funcionamento e Estrutura, Estatuto, Regularização e legalização;

Grupo 2 – Campanha Reivindicatória e Salarial para o ACT 2017 e PLR 2017 e Plano de Ação;

Grupo 3 – Terceirização de atividade fim e Empresas do Setor Privado, SMS – Segurança, Meio Ambiente e os Atos de Práticas Antissindicais e Combate a Opressão, Assédios Moral e Sexual;

Grupo 4 – A Seguridade Brasileira – Previdência Pública e Complementar, Saúde Pública, Privada e Assistência Social – Petros, eleições e a defesa da AMS;

18h às 19h – Reunião com os representantes das Oposições; Organização e Reconhecimento da FNP;

20h30min – Jantar de confraternização.
DOMINGO – 20/08

10h – Votação das Resoluções;

14h – Encerramento do Congresso.

 

O “jeito Pedro Parente” de enrolar colocado em pratica no SMS

A mesa de debate sobre questões de SMS, realizada na tarde desta quarta-feira (5), em continuidade as reuniões de Comissões de Acompanhamento do ACT, não foi considerada uma das piores.

Embora algumas respostas tenham sido as mesmas de reuniões anteriores, a equipe de SMS da empresa demonstrou boa vontade em solucionar os problemas vigentes e comprometeu-se em empenhar forças para apurar os fatos, a fim de trazer respostas ainda pendentes.

Contudo, várias questões ficaram sem respostas satisfatórias e evasivas, entre elas: falhas recorrentes na área operacional; treinamento da equipe de brigadista em horário inadequado; resgate médico aéreo; terceirização; NR13; horas extras; além de outras.

Gerentes regionais geram ruídos de informação

Mas, o que chamou a atenção foi a quantidade de ruídos de informação, aparentemente, geradas pelas gerências regionais com relação ao retorno de respostas ao corporativo.

Reuniões inexistentes foram relatadas como realizadas, como o caso em que  a equipe de SMS informou que foi notificada sobre uma reunião realizada, no dia 24 de abril, com dirigentes do Sindipetro-LP sobre a efetivação dos técnicos de segurança de turno, na unidade UTCGA.

Dirigente sindical do Litoral Paulista disse desconhecer a atividade na data mencionada para debater a demanda. Vale lembrar que esses trabalhadores já cumprem revezamento de turno há seis anos, e até o momento nada foi resolvido.

Para dirigentes da FNP, gerentes regionais também estariam manipulando índice de acidentes nas unidades ao  subnotificar ocorrências. No entanto, tudo isso é só a ponta do iceberg. Outros problemas podem estar ligados às gerências regionais, que são incentivadas pela política de gestão de Pedro Parente, cujo caráter é completamente duvidoso.

Um ponto positivo da reunião foi o reconhecimento da equipe de SMS sobre a necessidade de realizar encontros frequentes com os sindicatos. Por isso, nova reunião sobre o tema deve ser agendada.

Agora, veja balanço sobre a reunião de SMS, feita pelos dirigentes sindicais:

 

Fonte: FNP

FNP e Sindipetro-RJ exigem respeito aos petroleiros e à vida

Direção da Petrobrás não abre mão da Reducão de efetivos para privatizar a Petrobrás

Nesta quarta-feira (5), pelo segundo dia de atividades das reuniões de Comissões de Acompanhamento do ACT, na parte da manhã, a pauta do encontro entre a Federação Nacional dos Petroleiros  (FNP) e a Petrobrás foi sobre efetivos de trabalho.

Os representantes da FNP fizeram questionamentos sobre o plano adotado pela Petrobrás  que já reduz, na área industrial (refinarias e Fafens) os contigentes de efetivos de turno.

Segundo a Federação, a situação acarreta em aumento da precarização e  de assédio moral, além de ser uma estratégia para  implementação, num  futuro próximo,da terceirização  nas operações das refinarias.

Os dirigentes também questionaram problemas que envolvem particularidades de cada uma das unidades dos respectivos sindicatos filiados à FNP. Dois pontos destacados foram, novamente, as punições em função da participação em greves e a realização do curso de NR no período da madrugada, que vem acontecendo especificamente na Revap.

“Prática  que reduz o efetivo e coloca em risco a execução das tarefas”, alerta Rafael Prado, diretor da FNP e do Sindipetro-JSC.

Em seguida, a Petrobrás apresentou a nova reorganização de método de trabalho na área industrial, uma apresentação nada convincente que prioriza somente resultados técnicos e desconsidera fatores humanos, desrespeitando ,por exemplo, a ‘NR 17’, que trata da adaptação das condições de trabalho, as características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente.

Além disso, a metodologia não releva a participação dos sindicatos e das CIPAS na elaboração da metodologia. Embora os representantes insistissem em afirmar que o projeto de redução tem sido construído com trabalhadores.

De acordo com Lourival Júnior, dirigente da FNP e do Sindipetro-PA/AM/MA/AP, o estudo apresentado é “furado, completamente fora da realidade, que visa apenas reduzir quadro para privatizar a Petrobrás” – afirmou.

Outra crítica ao método apresentado pela empresa  para justificar a redução dos efetivos foi sobre a falta de informações sobre a real situação  dos equipamentos e da sua manutenção.

Para finalizar, em princípio, fica entendido que a metodologia é uma proposta apenas para a área de refino. No entanto, a FNP acredita que é uma questão de tempo para que o método seja aplicado em todo o Sistema Petrobrás.

 

 

Petrobras explica proposta do novo Benefício Farmácia

Empresa quer novo modelo no qual doenças agudas não serão mais cobertas, se tornando opcional e sem cobertura para medicamentos com valor abaixo de R$ 300,00 ,funcionando apenas por delivery (entrega em domicílio).

 

Na segunda parte do primeiro dia de reuniões das Comissões de Acompanhamento de ACT e Regime de Trabalho o destaque foi a apresentação  do novo modelo de proposta para o Benefício Farmácia.

O ponto principal apresentado foi o fim da aplicação do conceito do mutualismo (contribuição de todos para beneficiar um dos contribuintes), migrando para o modelo de contribuição opcional (o indivíduo  banca o seu custo) para obtenção  de remédios para doenças crônicas.

A proposta de Pedro Parente acaba com o atual sistema de reembolso e cria a coparticipação dos beneficiários no custeio de medicamentos por meio de ‘delivery’ – entrega em domicílio.

Na nova proposta, as doenças agudas não serão mais cobertas. Apenas as doenças crônicas serão cobertas integralmente.

Por exemplo: se o beneficiário apresentar um quadro gripal terá que comprar integralmente seus remédios. Mas, se o custo unitário do medicamento para tratamento da doença aguda ultrapassar R$ 300,00, a empresa irá cobrir numa faixa de valor percentual que irá variar de 15% a 70% de custo para a coparticipação da empresa no gasto. Agora se o custo for menor que os R$300,00 , o beneficiário será responsável integralmente pelo custo.

Modelo proposto está sendo baseado em assistência de saúde oferecida no Canadá, segundo representantes da área de AMS da Petrobrás.
 No entanto, dirigentes da FNP vêem com preocupação a proposta. “Teremos um programa menor e mais caro”, avaliou Rafael Prado, diretor da FNP e do Sindipetro-SJC.
Mas representantes de AMS destacaram que a proposta deve ser construída em parceria com os trabalhadores. Portanto, um GT deve ser criado para trabalhar com a equipe de AMS no melhoramento do benefício.

Reunião de comissões de ACT, RH da Petrobrás não muda postura : “Sobre isso, não temos abertura com a direção para dialogar”

RH afirma que orientação da companhia é aplicar “desconto com reflexo” em trabalhadores que participam.

20170704_130146.jpg

Nesta manhã (4), diretores da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), durante preâmbulo com o RH, na reunião das Comissões de Acompanhamento de ACT e de Regime de Trabalho, cobrou respostas sobre assuntos de interesse da categoria, dentre eles: penalização de trabalhadores por participação em greve; efetivo mínimo; e possibilidade de fraude nas eleições da Petros.

Em relação a participação na greve, segundo informações, a direção da Petrobrás teria criado um código, intitulado 1093, que visa penalizar petroleiros que participam de greve.

Dessa forma, Pedro Parente ignora a lei de greve e não busca negociar com os trabalhadores. Em outras palavras, os sindicatos filiados à FNP respeitam a lei, ao avisar a companhia sobre a ocorrência de greve e, no entanto, Parente desrespeita a lei.

O que não é surpresa, já que o mesmo prática atos ilícitos também na venda de ativos da Petrobrás. Isso significa dizer que Parente já está acostumado a burlar a lei em benefício próprio e do interesse do capital externo.

Além disso, o RH afirma que é orientação da direção, hoje, aplicar desconto com reflexo em trabalhadores que participam de greves. “Sobre isso, não temos abertura com a direção para dialogar”, afirma o RH.

Acompanhamento de ACT

A FNP também cobrou respostas sobre questionamentos enviados para a empresa no dia 24 de abril deste ano.

Apesar disso, reunião termina e muitas perguntas continuam sem respostas.

Fonte: FNP

 

Petroleiros na Greve Geral

Edisen greve geral

Imagem Samuel Tosta

 

Atualizada em 17:37

Em todo o Sistema Petrobrás, ao longo do dia cresceu à adesão ao movimento nacional da greve geral  contra a perde  de direitos promovidos pelo governo Temer a partir das reformas Trabalhista e Previdência.

No Paraná, São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Pernambuco, Rio Grande do Norte e em outros estados, houve bloqueios das rodovias que margeiam os polos industriais.

No Rio de Janeiro terminais importantes de abastecimento como o Terminal Aquaviário Baía de Guanabara (TABG-RJ) paralisam parcialmente com suas atividades por 24 horas.

A partir de meio dia trabalhadores e trabalhadoras  realizaram um ato na frente do Edifício Senado (EDISEN), uma das sede administrativas da Petrobrás no Centro do Rio de Janeiro.

 

Em Angra dos Reis-RJ, no Terminal da Baía de Ilha Grande (TEBIG) ocorrem paralisações  nas áreas administrativa (parcial), manutenção (total)  e operação (parcial). Na unidade foi realizada uma assembleia dos terceirizados em que foi debatida de forma os trabalhadores e trabalhadoras serão prejudicados casos as reformas de Temer sejam aprovadas. O estaleiro Brasfels, sediado na região, também teve uma grande adesão de seus trabalhadores

Ainda  em Angra, foi realizado um grande ato no Centro da cidade com a participação de movimentos sociais.

No Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), em Itaboraí,  ocorreu uma  paralisação parcial na parte da manhã.

No Norte Fluminense, foram  realizados  protestos e bloqueios em vias públicas junto com os movimentos sociais. Nas plataformas e no Terminal de Cabiúnas, os trabalhadores realizaram setoriais para debater a greve.

Litoral Paulista

No terminal Transpetro da Alemoa, em Santos-SP, a adesão foi total entre próprios e terceirizados. A adesão é fruto de um trabalho intenso no terminal feito através de muita conversa atrasos e panfletagens. Vale ressaltar, que a presença constante do sindicato, em todas as unidades, serviu também para dar respaldo aos empregados diretos e terceirizados que foram pressionados por suas gerências a comparecer ao trabalho.

Tebar

No Terminal de Pilões, em Cubatão, houve corte de rendição e adesão de 100% do turno, 95% administrativo e terceirizados. No Edisa Valongo, mais da metade dos petroleiros diretos e terceirizados não compareceram ao local de trabalho.

Na Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba-SP, houve adesão de 90% do turno, administrativo e terceirizados parados, apesar da Polícia Militar ter tentando barrar o movimento. Lá, houve o apoio do Sintricon. A unidade está nas mãos do grupo de contingência, que foi formado sem a anuência do Sindipetro-LP e por isso, foi feito um Boletim de Ocorrência dando responsabilidade á gerência por colocar a planta em risco.

São José dos Campos

Em São José dos Campos-SP , o Sindicato dos Petroleiros está com piquete de greve na Revap desde às 23h de ontem (29). Conforme deliberação das assembleias, os trabalhadores cortaram a rendição no turno das 23h, das 7h, do ADM e das 15h desta sexta-feira, 30. A Greve de 24h fora aprovada pelos trabalhadores atendendo ao chamado do conjunto das demais categorias organizadas da região e do país.

Belém 

Em Belém-PA, o Complexo de Abastecimento no Terminal de Miramar da Transpetro teve uma grande adesão à Greve Geral. Até às 11:00 hs, o trânsito de caminhões combustíveis que abasteceriam na BR Distribuidora e em outras distribuidoras estava impedido pelos trabalhadores mobilizados que fecharam a rodovia que dá acesso ao terminal. Ainda em Belém houve uma grande adesão dos trabalhadores do transporte público que teve paralisação de quase 100%. Em apoio a mobilização do Sindipetro-AM/AP/MA e PA participaram o Sindimar, Sindiporto e Conlutas, entre outras centrais sindicais.

Junior.jpeg

 

 

Ronaldo Tedesco e Marcos André ganham eleição para o Conselho Deliberativo da Petros

 

Terminou nesta segunda-feira (26), o processo eleitoral para escolha dos representantes dos trabalhadores nos Conselhos Deliberativo e Fiscal da Petros.  A votação foi encerrada às 17h e logo em seguida, foi iniciada a apuração.

A chapa 43, apoiada pelo Sindipetro-RJ e Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), composta por Ronaldo Tedesco e Marcos André, venceu a eleição para a vaga do Conselho Deliberativo, com 5.913 votos. Logo atrás, ficou a dupla Rafael Crespo e André Araújo, com 5.416.

No Conselho Fiscal, a vitória foi conquistada pelos candidatos Vânia Mattos e Cardoso, com 6.577 votos, o que preocupa quanto ao enfraquecimento da luta dos petroleiros e deixa a categoria refém das políticas do governo e dos patrões. Os candidatos apoiados pela FNP, Agnelson Camilo e Adaedson Costa, conquistaram 5.313 votos, ficando em terceiro lugar.

As duas duplas, de titular e suplente, terão um mandato de quatro anos. O próximo passo é o cumprimento de uma série de requisitos estabelecidos pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) para que os conselheiros eleitos sejam habilitados e certificados no cargo. Por isso, a posse dos eleitos ainda não tem data marcada. As exigências têm o objetivo de garantir a profissionalização da função.

O  Sindipetro-RJ e a FNP parabenizam a categoria por ter votado em candidatos independentes como Tedesco e Marcos André para Conselhos Deliberativo, e Agnelson Camilo e Adaedson Costa para Conselho Fiscal. Mas alerta que o resultado para Conselho Fiscal apenas reforça a importância de reorganização da categoria para exigir que a dupla vencedora, indicada pela Petrobrás, não venda os direitos dos trabalhadores.

Fonte: FNP e Petros

Conjuntura exige unidade

Primeiro grande passo será a mobilização de classe para a construção da Greve Geral do dia 30 de junho

Na última segunda-feira (20), a Direção Executiva da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) esteve reunida no Rio de Janeiro para discutir o processo de privatização da Petrobrás, a participação na greve do dia 30 de junho, a redução de efetivos na estatal e a terceirização.

Diante da conjuntura política e social do país, os diretores da FNP reafirmaram a importância da categoria petroleira na resistência contra os retrocessos impostos pelo governo Temer e pelo seu aliado Pedro Parente.

Adaedson Costa (Sindipetro-LP)  e Eduardo Henrique (Sindipetro-RJ), ambos diretores da FNP, mandam um recado aos petroleiros e às centrais sindicais:

 

Fonte: FNP

FNP protocola petição que exige a cassação do presidente da Petrobrás

 

Nesta sexta-feira (26), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e seus sindicatos protocolaram petição na  Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que exige a cassação da função pública de Pedro Parente, como presidente da Petrobrás, e de Ivan de Souza Monteiro, da função de diretor executivo da área Financeira e de Relacionamento com Investidores da empresa.

No documento protocolado por Luiz Fernando Cordeiro, advogado do Sindipetro-RJ, e elaborado pela Dra. Raquel Sousa, a FNP denuncia as diversas infrações cometidas pela gerência da companhia a fim de desmontar o patrimônio público. Segundo a FNP, Parente e Monteiro teriam cometido omissão de fatos relevantes e comunicação de fato relevante inverídico para o mercado, infringindo a normatização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Por meio deste inquérito, a FNP espera que a inabilitação e suspensão de Pedro Parente, de Ivan Monteiro e seus comparsas, seja feita nos moldes das ações que acusam o presidente de vender ativos sem licitação.

A iniciativa faz parte do embate travado pela FNP em defesa da Petrobrás, que tem conduzido o impedimento da venda de ativos da companhia. Desde novembro do ano passado, a Federação interrompeu a venda de diversos ativos.

Caso Karoon – Esquema de fraude na venda de ativos dos campos de águas rasas de Baúna e Tartaruga Verde foi a principal motivação a ação desta sexta. De acordo com denúncia da FNP, Pedro Parente escondeu que Woodside não tinha interesse em comprar os campos e manteve a tentativa de vendê-los para Karoon, uma empresa australiana que possui capital social três vezes menor do que o valor dos campos de Baúna e de Tartaruga Verde juntos. Então, como pode uma petrolífera de U$ 450 milhões comprar ativos no valor de U$ 1,6 bilhões?

No dia 30 de março, a FNP divulgou que havia fraude na venda de Baúna e Tartaruga Verde. Para recordar o fato, vale a pena dizer que durante meses, a direção da Petrobrás afirmou que a Karoon teria vencido o processo competitivo de compra dos ativos com a Woodside (maior empresa petrolífera da Austrália). Mas, a Woodside não fazia parte da proposta e já havia comunicado, por diversas vezes, a direção da Petrobrás que não aprovava a proposta da Karoon.

Então, a proposta da Karoon era uma fraude e Pedro Parente sabia de tudo e mesmo assim, durante meses, tentou vender os dois campos, valiosíssimos, para a Karoon.

Portanto, a atuação de Pedro Parente na presidência da Petrobrás tornou-se insustentável e deve ser interrompida imediatamente, além de suspender também a sua recondução por mais dois anos na frente da empresa. (por Vanessa Ramos, da FNP)